domingo, 7 de outubro de 2012

Petistas tem certificado de garantia contra corrupção

Saiu no blog "Os Amigos do Presidente Lula"

Petistas de todo o Brasil são os únicos políticos que tem certificado de garantia contra corrupção. Pois se derem defeito a imprensa e judiciário trocam.


Haddad é o único com certificado de garantia de honestidade, porque é o único vigiado e punível

Haddad é o único candidato a prefeito de São Paulo, com chances, que tem certificado de garantia contra corrupção.

Além dele ter uma biografia limpa, petistas são os únicos políticos que são vigiados implacavelmente pela imprensa e julgados pelo que fazem e pelo que não fazem.
Haddad é o único que não há a menor chance de haver impunidade, se errar.

José Serra tem costa quente na imprensa que blinda e faz vista grossa a todos os escândalos tucanos. Não investiga nada contra ele, só publicam alguma coisa quando não tem mais jeito, e mesmo assim poupando o nome dele de envolvimento, sem cobranças. Mesmo Serra tendo uma Privataria Tucana inteira de malfeitos.

E Serra tem costa quente também no judiciário, pois se ele já tivesse sido julgado pelo rombo no Banco Econômico, desde o tempo do governo FHC, talvez já estivesse com a ficha suja. Mas os anos passam, e nada de julgamento.

O tucano já completou 70 anos, quando os prazos para prescrição caem pela metade, e pelo jeito vai acabar em pizza com esse judiciário que só julga casos petistas e deixam os casos tucanos parados, sem andar, nas pilhas de processos. É revoltante.

Russomanno também nunca despertou interesse da velha imprensa "investigativa". Só despertou quando ele subiu nas pesquisas e a turma serrista do Estadão e da Folha passaram a publicar dossiês sobre ele. Se ele ganhasse, bastaria comprar milhares de assinaturas para a prefeitura destes jornalões, que o deixariam em paz. Ele não é obstáculo a um demotucano voltar ao poder federal. Por isso também não seria vigiado, como Haddad.

Aliás, candidatos petistas de todo o Brasil são os que tem certificado de garantia contra corrupção. Pois se derem defeito a imprensa e judiciário trocam.

sábado, 6 de outubro de 2012

Barbosa, STF e demotucanos: desconstruir Lula

Pitaco do dia

“A capa da Veja, babando Joaquim Barbosa, diz que ele é \"o menino pobre que mudou o Brasil\". O menino pobre que mudou o Brasil é outro: Lula.”
— Pereio

TARSO GENRO: O MÉTODO FOI ESCOLHIDO PARA CONDENAR O PARTIDO E, COM ELE, A ESQUERDA
"Dentro do Estado Democrático de Direito e das suas regras, o julgamento transformou-se, isto sim, no julgamento de um Partido, de um projeto político e, muito suavemente, do sistema político vigente (...) A Teoria do Domínio Funcional dos Fatos foi, portanto, uma escolha ideológica, feita para obter dois resultados: condenar os réus e politizar o julgamento (...) a doutrina escolhida mostra que não bastava condenar os réus (...) era preciso condená-los pela "compra de votos" no Parlamento: a política (dos partidos) não presta, os políticos são desonestos, a esquerda é a pior. Essa é a mensagem que era preciso deixar através da politização completa da decisão pela Teoria do Domínio (...)  o único que o fez contra a maré, contra o senso comum já preparado para a condenação coletiva, foi o Ministro Lewandowsky. O preparo da opinião pública ( pela mídia) para festejar a condenação réus, independentemente das provas, foi evidentemente uma ação política dentro dos marcos do nosso Estado Democrático de Direito. (Mas, pergunta-se:) não foi além do saudável, numa democracia...? (Tarso Genro; leia nesta pág)
(Carta Maior; Sábado/06/10/2012)


Veja, em parceria com Serra, deixaram a capa do golpe hondurenho para o 2o. turno

A revista Veja não veio com a capa de baixarias contra Lula, nesta semana, como as prospecções indicavam. Pelo jeito, a carga de factóides para armar o golpe hondurenho deve ficar para as próximas semanas.

A capa foi uma foto antiga do ministro Joaquim Barbosa, quando criança, com o título "O menino pobre que mudou o Brasil". O título é um exagero, é claro, pois para dizer que mudou o Brasil seria necessário, no mínimo, o mesmo rigor com as centenas de processos de demotucanos que, aliás, nem é possível aplicar, pois foram desmembrados.

A capa traz uma mensagem subliminar para os leitores da Veja, de que Lula não seria mais "o menino pobre que mudou o Brasil".

O portal Brasil247 enxergou o lançamento de Barbosa à Presidência da República, numa operação editorial semelhante àquela que lançou Collor como o "caçador de Marajás". Tem sentido, mas há diferenças. Roberto Civita contou que antes da capa fez uma sabatina em Collor e ficou "embasbacado como meninas de 18 anos". Nesta capa, pelo menos que se saiba, Barbosa (ainda) não foi sabatinado por Civita.

Aparentemente o chefão da revista Veja está usando a imagem de Barbosa para tentar fazer aquilo que os demotucanos sonham: desconstruir a imagem de Lula.

Além disso, está cortejando o ministro do STF, na velha prática dos barões da mídia de bajular e buscar aproximação com o poder quando converge para seus interesses.

Apoio a uma suposta candidatura presidencial da Veja a Barbosa pode vir a acontecer, mas só se Barbosa para por aí e não condenar os demotucanos também. E aceitar passar pela sabatina na sede da revista Veja, como passou Collor, e se for aprovado, demonstrando fidelidade ao ideário demotucano, da privataria, e com o compromisso de manter intocáveis as oligarquias midiáticas.

Nasce um presidenciável: o caçador de petralhas

Brasil 247. - Joaquim Barbosa chegou lá. Veja, que lidera a oposição no Brasil, acaba de lançá-lo à presidência da República com sua capa sobre “o menino pobre que mudou o Brasil”, numa operação editorial semelhante à do “caçador de marajás”. Transformado em herói como o “vingador” que levou o PT à prisão, aplaudido em bares como o Bracarense e chamado de “nosso Batman” nas redes sociais, o ministro do Supremo Tribunal Federal é a alternativa que resta à oposição para tirar o PT do poder. Ele conseguirá?
........O risco dessa operação editorial, no entanto, é a desmoralização completa do próprio Supremo Tribunal Federal. Se Joaquim Barbosa vier a abraçar um projeto político, o próprio julgamento da Ação Penal 470 poderá vir a ser considerado no futuro como um julgamento político – e não técnico. Aliás, Batman era um justiceiro que agia fora da lei. E por isso mesmo era sempre mandado de volta para a caverna.   ....

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

PSDB quer impedir redução de tarifa de energia


PSDB quer impedir redução de tarifa de energia para consumidores


Entre as 431 emendas apresentadas por deputados e senadores à Medida Provisória (MP) que reduz as tarifas de energia elétrica no Brasil, três delas se destacam por se configurar como uma investida explícita do PSDB contra a proposta que beneficia consumidores de energia em todo o País. Na contramão da proposta apresentada pela presidenta Dilma Rousseff, o PSDB está sugerindo modificações que vão prejudicar os consumidores originalmente beneficiados.


"Essa é a prova clara de que o PSDB é contra o povo. As três emendas refletem uma postura de quem não concorda com a redução da tarifa de energia elétrica para os consumidores brasileiros, sejam domésticos, pequenos comerciantes ou industriais”, analisa o líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP), que vai presidir a comissão especial que dará parecer à Medida Provisória.

A MP 579 prevê, por meio de dois mecanismos – reduções de encargos e renovação dos contratos de concessões de geração, transmissão e distribuição – uma diminuição de cerca de 20,2% na tarifa de energia elétrica, variando de 16,2% para consumidores residenciais e pequenos comércios até 28% para grandes consumidores industriais. 
Os deputados Antonio Imbassahy (PSDB-BA) e Alfredo Kaefer (PSDB-PR)e o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) apresentaram emendas neste sentido. O autor de uma das emendas  justifica que os estados terão perdas por conta da redução nas receitas de ICMS, já que os encargos do setor elétrico que serão reduzidos ou extintos fazem parte da base de cálculo do imposto. Ou seja, os estados que já cobram alíquotas altíssimas de ICMS (de 18 a 25%), como o Paraná, governado pelo PSDB, não querem contribuir com a redução da conta de energia elétrica para os consumidores.

Roberto Gurgel sugere que eleitor não vote no PT


Revisor absolve Genoino e critica criminalização da política
Com duras críticas à peça acusatória elaborada pelo Ministério Público Federal, Ricardo Lewandowski classificou a acusação contra José Genoino, por corrupção ativa, de lacônica, abstrata e impessoal e disse que o réu não pode ser condenado pelo fato de ter sido presidente do PT. “Nós não vamos criminalizar a política”, disse. O relator, ao contrário, votou pela condenação do petista e outros 7. Lewandowski condenou 5 e ainda irá se pronunciar sobre José Dirceu. 

Lewandowski, entretanto, disse que a acusação “colocou todo mundo dentro de núcleos”, não individualizou condutas e não apontou nada de irregular na relação de Genoino com os outros partidos, não podendo, assim, os juízes condenarem o réu pelo cargo que ocupava – o de presidente do PT: 

“Nós não vamos criminalizar a política. Se houver um dia em que o presidente de partido político não puder se sentar com outros presidentes de partidos políticos para decidir sobre coalizões e eventual repartição de verbas é melhor fechar o país e retrocedermos aos tempos da ditadura militar ou, mais ainda, à ditadura Vargas, ou quem sabe, aos tempos em que a oligarquia latifundiária que dominou esse país, por vários e vários anos, ou por séculos talvez, resolvia as eleições a bico de pena.”

Cartamaior.


Roberto Gurgel sugere que eleitor não vote no PT

"As urnas dirão se houve alguma repercussão. A meu ver, seria bom que houvesse, seria salutar", disse o procurador-geral da República, animado com a perspectiva de condenação do núcleo político da Ação Penal 470, formado por José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares; se havia uma dúvida em relação à conexão entre o julgamento e as eleições, ela se dissipou completamente. Na prática, quando Gurgel sugere que o eleitor não vote em partidos envolovidos com o caso, como é o caso do PT, equivale a dizer que o Brasil começa a ter uma justiça com viés político.

247 – Merval Pereira, colunista do jornal O Globo, publicou nesta quinta-feira um texto revelador, em que revela seu temor sobre a postura do ministro Ricardo Lewandowski na sessão desta quinta-feira, no Supremo Tribunal Federal. Se o voto for longo demais, José Dirceu não será condenado antes do próximo domingo, disse Merval.
Eliane Cantanhêde, colunista da Folha, foi também explícita ao conectar o julgamento do mensalão ao processo eleitoral. Segundo ela, Joaquim Barbosa é o maior aliado de José Serra na tentativa de passar para o segundo turno em São Paulo.
Brasil247.com

O voto de Joaquim Barbosa contra José Dirceu


O ministro do STF segue o roteiro traçado pela mídia conservadora e pela direita e usa, no envelope de seu voto, o idioma dos antigos dominantes, o inglês. Lá está escrito Last Act - Bribery que, em português, significa “Ultimo ato - corrupção ativa”

Por José Carlos Ruy


Foi com certeza involuntariamente que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, acabou deixando escapar a ansiedade da mídia conservadora e da direita em torno do julgamento da Ação Penal 470, chamada de “mensalão”. Ele torce para que haja repercussão na eleição do próximo domingo, favorecendo, é claro, a direita e os conservadores. "Não sei. Isso aí as urnas dirão se haverá alguma repercussão. A meu ver, era bom que houvesse", deixou escapar para um repórter, em Brasília.

É uma confissão clara: o esforço todo tem natureza política e busca conseguir alguma repercussão eleitoral. Nesse sentido, a mídia conservadora (o PIG, Partido da Imprensa Golpista, como é conhecida) deve estar exultante. O script longamente acalentado começou a ser cumprido na tarde desta quarta-feira (3), quando o ministro relator do processo, Joaquim Barbosa, começou a ler o seu voto e cumpriu o roteiro esperado, acusando José Dirceu e outros quadros políticos, como o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro Delúbio Soares. Joaquim Barbosa confirmou a acusação feita pela Procuradoria Geral da República (PGR), indicando José Dirceu como o chefe de uma quadrilha de compra de apoio político no Congresso.
 E disse: “No meu sentir, essa cronologia, também evidencia ter havido promessa de repasses a líderes que, posteriormente, receberam vultosos repasses”, uma frase que deixa claro o subjetivismo em seu julgamento (“no meu sentir”, disse).

O menor índice de desigualdade da história documentada


Cândido Vaccarezza: Já não somos mais apenas o País do futuro


Em artigo publicado nesta terça-feira (2), no jornal Brasil Econômico, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) faz uma análise do estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) intitulado “A Década Inclusiva (2001-2011)” e que mostra que o Brasil começou a superar a condição de ser um dos países mais desiguais do planeta.

Por Cândido Vaccarezza*


“E, se continuada, a política de crescimento econômico associada à distribuição de renda iniciada no governo Lula, poderemos alcançar, em pouco tempo, um novo patamar de desenvolvimento social no País”, afirma Vaccarezza.

Recente estudo divulgado pelo IPEA intitulado A Década Inclusiva (2001-2011) mostra que o Brasil começou a superar a condição de ser um dos países mais desiguais do planeta, e, se continuada, a política de crescimento econômico associada à distribuição de renda iniciada no governo Lula, poderemos alcançar, em pouco tempo, um novo patamar de desenvolvimento social no país.

Segundo o IPEA, nestes dez anos, cerca de 40 milhões de pessoas foram incorporadas ao mercado de consumo. A desigualdade, medida pelo índice Gini, caiu em todas as Pnads (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) de 0,59 em 2001 para 0,53 em 2011. E, ao contrário do que ocorreu em outros países emergentes, onde o crescimento econômico reduziu a pobreza, mas aumentou a desigualdade, no Brasil a renda dos 10% mais pobres cresceu 91,2%, enquanto que a dos 10% mais ricos acumulou um crescimento de 16,6%. Entre 2001 e 2011 conseguimos reduzir em 55% o contingente de pobres do país.

A renda dos segmentos étnicos historicamente excluídos também aumentou no período. Os negros tiveram aumento de 66,3%; os pardos, 85,5%, enquanto que a renda dos brancos cresceu apenas 47,6%. A mudança também atingiu as regiões do país, com a renda do Nordeste crescendo 72,8%, contra 45,8% do Sudeste. E cresceu 85,5% nas cidades rurais pobres, contra 40,5% nas metrópoles e 57,5% nas demais cidades.

Vários fatores permitiram esta revolução: o aumento do trabalho formal (58%), a Previdência (19%); o Programa Bolsa Família (13%), entre outros. O aumento de renda pela valorização do salário real foi consequência da criação de empregos e da política econômica. E é notável que isso tenha ocorrido num cenário de crescimento econômico muito menos acelerado do que o da China, Índia e Rússia.

Essa transformação foi resultado de uma escolha política, feita a partir do governo Lula, de buscar o caminho do crescimento econômico, ampliação do mercado interno e inclusão social. Setores conservadores dizem que a redistribuição de renda só foi possível graças à estabilidade trazida pelo Plano Real. Ora, pegamos o país em 2002 num quadro de crise do real com riscos sérios de grande retrocesso. A meta de inflação foi de 3,5% e ela bateu em 12,5%, projetada para 40% para 2003; havia uma profunda crise energética que, além de puxar para cima a inflação, funcionava como um freio ao crescimento; uma dívida externa escorchante, que impedia o país ter política econômica própria devido ao monitoramento do FMI; e um desequilíbrio cambial que à época prenunciava um quadro sombrio para economia brasileira. Se fosse mantida a opção do governo FHC por políticas de baixo crescimento, aumento de taxa de juros, privatizações à custa do patrimônio público e alinhamento automático às políticas dos EUA, jamais teríamos dado esse gigantesco salto social que o estudo do IPEA constatou.
As políticas inclusivas do governo Lula estão tendo continuidade e aprofundamento com a presidenta Dilma Rousseff, mesmo sob o impacto da crise econômica mundial. O governo adotou medidas ousadas como o fortalecimento da indústria nacional e queda sustentável dos juros. Agora, precisamos avançar nesse caminho, investindo cada vez mais em educação, ciência e inovação tecnológica.

*Cândido Vaccarezza é deputado Federal (PT-SP).

Fonte: Portal do PT na Câmara

Pnad  2011 confirma década inclusiva, diz  presidente do Ipea


Os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/2011) confirmam que a primeira década do século 21 no Brasil foi “inclusiva” do ponto de vista social, com robusta diminuição da desigualdade e redução da pobreza, na avaliação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).



O período guarda os melhores resultados desde quando o país produz estatísticas sobre distribuição de renda. “O Brasil está hoje no menor nível de desigualdade da história documentada”, disse o economista Marcelo Neri, recém-empossado presidente do Ipea. Segundo ele, o Índice de Gini (indicador que mede a desigualdade) foi 0,527 em 2011 - o menor desde 1960 (0,535) - quanto mais próximo de zero menor é a desigualdade.

Segundo Neri, a redução tem a ver com o crescimento da renda per capita nos diferentes estratos sociais. Entre 2001 e 2011, o crescimento real da renda dos 10% mais pobres foi 91,2%. Enquanto os 10% mais ricos, o crescimento foi 16,6%. Na opinião de Neri, a melhoria da renda na base da pirâmide relativiza o tímido desempenho das contas nacionais (medido pelo Produto Interno Bruto – PIB).

Na opinião de Neri, os programas sociais estão bem focados e beneficiando os mais “pobres dos pobres”. Nas contas do Ipea, as transferências do Programa Bolsa Família são responsáveis por 13% da redução da desigualdadeDe acordo com ele, o efeito é que a renda cresce mais entre os menos escolarizados, os pretos e pardos, as crianças de até 4 anos, a população do Nordeste e os residentes em áreas rurais – historicamente os setores mais pobres da sociedade brasileira.

Para Marcelo Neri, as transferências são necessárias. “Não dá para o Brasil crescer deixando 70% do país para trás”. Ele pondera que, apesar da dependência das políticas sociais, 58% da queda da desigualdade são causadas pela renda do trabalho, em especial do emprego formal (que dobrou desde 2004) - o que permite sustentabilidade para a queda da desigualdade. “O trunfo é o trabalho. Tem colchão e o mercado está aquecido”, disse, ao lembrar que as pessoas formalmente empregadas têm direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), seguro-desemprego e aviso prévio.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Hobsbawm: “Diga ao Lula para seguir lutando pelo Brasil”


Lula: "Foi uma honra ser contemporâneo e conviver com Hobsbawm"


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou nesta segunda-feira (1º) uma mensagem a Marlene Schwartz, viúva do historiador Eric Hobsbawm, que morreu nesta segunda-feira em Londres, aos 95 anos. Um dos intelectuais mais influentes da segunda metade do século 20, Eric Hobsbawm elogiou e incentivou publicamente o governo Lula em várias ocasiões. Para o ex-presidente, o historiador foi “um dos mais lúcidos, brilhantes e corajosos intelectuais do século 20”.


Leia abaixo a mensagem na íntegra:
São Paulo, 1° de outubro de 2012

Prezada Senhora Marlene Schwartz

Acabo de receber, com profunda tristeza, a notícia do falecimento do seu marido, o querido amigo Eric Hobsbawm, um dos mais lúcidos, brilhantes e corajosos intelectuais do século 20.

Desde que o conheci pessoalmente, muitos anos atrás, recebi de Eric, como ele preferia que eu o tratasse, incontáveis manifestações de estímulo à implantação de políticas que incorporassem os trabalhadores aos benefícios e à riqueza produzidos pelo conjunto da sociedade brasileira.

Ao longo da última década, li com um sentimento de orgulho as entrevistas em que ele atribuía ao nosso governo a responsabilidade por “mudar o equilíbrio do mundo e levar os países em desenvolvimento para o centro da política internacional”.

Quatro meses atrás, poucos dias antes de completar 95 anos, Eric Hobsbawm enviou-me, por um amigo comum, uma carinhosa mensagem. “Diga ao Lula para seguir lutando pelo Brasil”, disse ele, “mas não se esquecer jamais da sofrida África”. A partir de agora meu comprometimento com os irmãos africanos passará a ser, também, uma homenagem à memória de seu marido.

Mais que um privilégio, foi uma honra ser contemporâneo e ter convivido com Eric Hobsbawm.

Receba e, por favor, transmita aos filhos, netos e bisnetos dele as minhas homenagens.

Luiz Inácio Lula da Silva


Jaime Sautchuk: Hobsbawm vive


Morreu hoje de manhã, (1 de outubro) em Londres, o genial historiador marxista britânico Eric Hobsbawm, aos 95 anos. Ele parte, mas sua importante obra viverá para sempre, influenciando gerações e gerações desde meados do século passado.
Por Jaime Sautchuk*


Filho de judeus britânicos, sua família tinha negócios na Áustria e Alemanha, mas teve de fugir do nazismo, indo para a Ing laterra, onde Eric estudou, filiou-se ao Partido Comunista e lutou na 2ª Guerra no front britânico. 

Ele teve forte influência no Brasil. A começar pelo seu primeiro livro (tese de doutorado), o Social Bandits(Bandidos Sociais), que é focado no bandido Juliano, da Itália, mas que trata também do nosso Lampião. 

Um discípulo seu, o norte-americano Billy Jayne Chandler, depois gastou oito anos em pesquisas para escrever Lampião, obra definitiva sobre o cangaço. 

Em A Era das Revoluções, Hobsbawm interpreta as mudanças no mundo da Revolução Francesa à Russa. Em A era dos Extremos, interpreta o que ocorreu da Revolução de 1917 ao fim da União Soviética. Sempre numa visão marxista. 

*Jornalista, escritor, colunista do Vermelho

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O ataque de Aócio Never


Fácil como bater em bêbado

Posted by  on 29/09/12 •
A excitação da direita brasileira com o julgamento do mensalão assemelha-se à que provocam as drogas pesadas. Dopados pelo noticiário, alguns próceres – e outros nem tanto – da oposição demo-tucana se atracam com colunistas amestrados da grande imprensa em uma orgia delirante de análises sem base na realidade.As declarações de um senador-playboy mineiro – que vive mais em botecos cariocas do que em seu colégio eleitoral ou no próprio Senado – sobre o ex-presidente Lula e o PT, são de fazer rir.
Quem chamou Lula de “chefe de facção”, tentando fazer um trocadilho pobre com o fato de alguns membros de seu partido estarem sendo alvo de um linchamento por juízes acovardados do Supremo, pertence à parcela do PSDB que está envolvida em um caso de corrupção que, como se sabe, deu origem àquele pelo qual “o PT” estaria sendo julgado.
Tucano de Minas criticando o PT por envolvimento com Marcos Valério?! Só pode ser piada…O fato é que o povo brasileiro está dando uma banana para o circo oposicionista-midiático armado em torno do julgamento do mensalão, conforme pesquisas de opinião revelam. A popularidade do governo Dilma, dela mesma e do ex-presidente Lula nunca estiveram tão altas.Recentemente, sondagens do eleitorado detectaram que 70% dos brasileiros querem que Lula se recandidate a presidente no lugar de Dilma. Outras mostram que 79% julgam que o governo Lula foi igual ou melhor do que o de Dilma, que é aprovado por 62%.
Como se não bastasse, 81% dos eleitores da cidade mais conservadora do país (São Paulo) declaram ao Datafolha que não irão pautar seus votos na próxima eleição com base no julgamento em curso no STF. Se é assim nessa cidade, imagine, leitor, como deve ser no resto do Brasil.Lula deveria responder a Aécio Neves? Poderia. Seria fácil demais. Afinal, esse sujeito está sempre sendo flagrado cambaleando pelos botecos cariocas, vive sendo detido em blitz policiais por dirigir bêbado e os relatos sobre envolvimento com drogas se sucedem.
Responder o quê a um cinqüentão que age como adolescente? Responder o quê a alguém que talvez nem estivesse sóbrio quando atacou um dos políticos mais amados e respeitados (pelo povo e pela comunidade internacional) da história brasileira? Brigar com Aécio é fácil como bater em bêbado. Por isso não vale a pena.
—–
Comentário de Internauta:
anac
A corja da direita e seus miquinhos trolls amestrados com cerebro de ameba não precisam de prova – video, som, testemunhas oculares – para acusar Lula dos atos mais escabrosos, muito menos de beber como fazem Aecio e fhc com sua adega paga pelo povo com a privataria e mensalões da reeleição. Beber todo mundo bebe, mas so Aocio Never dirige quando bebe. Nem Collor se atrevia de sair chapado as ruas. Se Collor deu no que deu, avaliem o aocio na presidencia. Cruz, credo tucanás.