As 1000 caras de José Serra
Infelizmente o candidato Serra e a sua equipe criaram nas eleições deste ano uma verdadeira onda de terrorismo eleitoral através da utilização de boatos para desqualificar a adversária. Esta postura é inadmissível para um candidato que pleiteia cargo tão importante em nosso país. Contudo, ao analisar a biografia de José Serra, percebe-se facilmente que a ética e a coerência não são valorizadas por ele.
O programa eleitoral do Serra afirma que ele:
É economista, mas não é possível localizar o registro dele em nenhum conselho regional de economia do Brasil. Ele está sendo, inclusive, processado por falsidade ideológica pelo CORECON
Foi o melhor deputado na constituinte de 1988. Contudo, os registros mostram que ele teve uma péssima atuação, tendo votado contra os trabalhadores em diversas oportunidades
Sua “média” (numa escala de 0 a 10) ficou em 3,75.
Foi o criador do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Entretanto, o verdadeiro criador do FAT foi Jorge Uequed.
Criou os genéricos. Trata-se de outra apropriação indevida por parte do candidato. O autor do projeto foi o ex-ministro Jamil Haddad.
Criou o programa de combate à AIDS. Esta é mais uma afirmação falsa, pois o criador do programa foi Adib Jatene.
Criou o seguro-desemprego. Na ocasião da criação deste benefício Serra fazia parte do governo de São Paulo. O seguro foi criado pelo então presidente José Sarney.
Ajudou a criar o plano real. Segundo o ex-presidente Itamar Franco, Serra criticou o plano real desde o início. Além disso, FHC ganhou o mérito de forma indevida, pois o grande responsável pelo sucesso foi o ex-ministro Rubens Ricúpero.
É ficha limpa. A questão é: até quando? Serra possui nada menos do que 17 processos na justiça. Um deles é por improbidade administrativa devido ao desperdício de bilhões de reais para tentar salvar bancos falidos com o PROER no governo FHC.
É a favor da liberdade de imprensa. Todavia, algumas ações do candidato colocam em dúvida esta questão, pois Serra desrespeitou jornalistas em diversas ocasiões.
Vai investir em educação. No entanto, a educação em SP é péssima e, para tentar justificar, o candidato culpou, inclusive, os migrantes nordestinos. Além disso, Serra tem o hábito de “negociar” com os professores grevistas de forma truculenta.
Colocou dois professores em sala de aula nas escolas de São Paulo. Esta é mais uma propaganda enganosa do candidato.
Vai criar o Ministério da Segurança. Contudo, os delegados de São Paulo recebem a menor remuneração do país.
Recentemente José Serra negou conhecer um antigo aliado (Paulo Souza – conhecido também como Paulo “Preto”) que teria desviado R$ 4 milhões de sua campanha. No dia seguinte Paulo deu uma entrevista à Folha em tom ameaçador. Rapidamente Serra recobrou a memória e partiu em defesa do antigo aliado.
Serra cobra constantemente explicações sobre o caso Erenice. Para manter a coerência ele deveria exigir rigor nas investigações das denúncias sobre o grande escândalo protagonizado pela filha Verônica Serra. A filha de Serra fundou uma empresa (Decidir.com) em sociedade com a irmã do banqueiro Daniel Dantas (Verônica Dantas). Devido a uma falha no sistema, os dados de quase 60 milhões de correntistas brasileiros ficaram expostos à visitação pública na internet.
José Serra não tem o hábito de honrar as promessas feitas durante a campanha. Nas eleições de 2004 para a prefeitura de São Paulo o candidato se comprometeu, (e registrou em cartório) caso fosse eleito, a cumprir o mandato até o fim. No entanto, algum tempo depois, ele deixou a prefeitura para se candidatar ao governo do estado.
Os eleitores precisam avaliar uma questão importantíssima: qual é a verdadeira cara de José Serra? Em qual Serra as pessoas irão votar: o da grande mídia (televisão e jornais) ou o do mundo real? Esta resposta irá determinar o rumo do nosso país nos próximos quatro anos.
Por Vinicius Falseth (Analista de sistemas) e Ricardo Rangel (Engenheiro de produção)
Fonte: http://mariafro.com.br/wordpress/
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Dados Comparativos dos Governos LULA x FHC
Dados Comparativos dos Governos LULA x FHC
Números das gestões LULA e FHC.
GOVERNO LULA - PT (7,8 ANOS)
GOVERNO PSDB - PSDB/PFL (8 ANOS)
1) Número de policiais federais:
Governo Lula: 13 mil
Governo PSDB/PFL: 5 mil
2) Operações da PF contra a corrupção, sonegação de impostos, crime organizado e lavagem de dinheiro:
Governo Lula: 358
Governo PSDB/PFL: 20
3) Prisões efetuadas pelos motivos acima:
Governo Lula: 3.971
Governo PSDB/PFL: 54
4) Criação de empregos:
Governo Lula: 36 milhões (14,6 milhões com carteira assinada)
Governo PSDB/PFL: 700 mil
5) Média anual de empregos gerados:
Governo Lula: 2,14 milhão
Governo PSDB/PFL: 87,5 mil
6) Taxa de desemprego nas regiões metropolitanas:
Governo Lula: 6,3%
Governo PSDB/PFL: 11,7%
7) Desemprego em SP, maior cidade do país:
Governo Lula: 12,9%
Governo PSDB/PFL: 19,0%
8) Exportações (em dólares):
Governo Lula: 258,3 bilhões
Governo PSDB/PFL: 60,4 bilhões
9) Balança comercial (em dólares):
Governo Lula: 265,3 bilhões (positivos)
Governo PSDB/PFL: - 8,4 bilhões (negativos)
10) Transações correntes (em dólares):
Governo Lula: 110,1 bilhões (positivos)
Governo PSDB/PFL: - 186,2 bilhões (negativos)
11) Risco-país:
Governo Lula: 204
Governo PSDB/PFL: 2.400* No governo Lula, o país atingiu o patamar mais baixo da história.
12) Inflação:
Governo Lula: 3,8% (média)
Governo PSDB/PFL: 12,53%
13) Dívida com o FMI (em dólares):
Governo Lula: dívida paga – Hoje o FMI nos deve 18 bilhões
Governo PSDB/PFL: 14,7 bilhões (todo ano emprestávamos uma média de 10 bilhões que desapareciam inexplicavelmente)
14) Dívida com o Clube de Paris (em dólares):
Governo Lula: dívida paga
Governo PSDB/PFL: 5 bilhões
15) Dívida externa:
Governo Lula: 2,41%
Governo PSDB/PFL:12,45%
16) Empréstimo para habitação (em reais):
Governo Lula: 9,5 bilhões
Governo PSDB/PFL: 1,7 bilhões
17) Crescimento industrial:
Governo Lula: 8,77%
Governo PSDB/PFL: 1,94%
18) Produção de bens duráveis:
Governo Lula: 14,8%
Governo PSDB/PFL: 2,4%
19) Aumento na produção de veículos:
Governo Lula: 5,4%
Governo PSDB/PFL: 1,8%
20) Crédito para a agricultura familiar:
Governo Lula: 11,3%
Governo PSDB/PFL: 2,4%
21) Valor do salário mínimo em dólares:
Governo Lula: Quase 300
Governo PSDB/PFL: 55
22) Poder de compra do salário mínimo em relação à cesta básica:
Governo Lula: 3,7 cestas básicas
Governo PSDB/PFL: 1,3 cesta básica
23) Aumento do custo da cesta básica:
Governo Lula: 15,6%
Governo PSDB/PFL: 81,6%
24) Transferência de renda (em reais):
Governo Lula: 12,1 bilhões
Governo PSDB/PFL: 2,3 bilhões
25) Média por família:
Governo Lula: 87 reais
Governo PSDB/PFL: 25 reais
26) Atendidos pelo programa Brasil Sorridente (atendimento odontológico): Governo Lula: 35,7%*
Governo PSDB/PFL: 17,5% (*15 milhões de brasileiros foram pela primeira vez ao dentista.)
27) Mortalidade infantil indígena (por 1000 habitantes):
Governo Lula: 18,6
Governo PSDB/PFL: 55,7
28) Pró-jovem - estudo subsidiado:
Governo Lula: 183 mil (18 a 24 anos)
Governo PSDB/PFL: não havia programa, nem registro.
29) Bolsa Família:
Governo Lula: 24,1 milhões de famílias
Governo PSDB/PFL: o programa era o Bolsa Escola com atendimento restrito a um pequeno número de pessoas.
30) Incremento no acesso a água no semi-árido nordestino:
Governo Lula: 1.762 mil pessoas e 152 mil cisternas
Governo PSDB/PFL: zero, não havia programa.
31) Distribuição de leite no semi-árido (sistema pequeno produtor):
Governo Lula: 8,3 milhões de brasileiros
Governo PSDB/PFL: zero, não havia programa.
32) Áreas ambientais preservadas:
Governo Lula: incremento de 25,6 milhões de hectares Do ano do Descobrimento do Brasil até 2002: 40 milhões de hectares
33) Apoio à agricultura familiar:
Governo Lula: mais de 40 bilhões
Governo PSDB/PFL: Maior repasse 2,5 bilhões
34) Compra de terras para Reforma Agrária:
Governo Lula: 3,7 bilhões (2003 a 2005)
Governo PSDB/PFL: 1,1 bilhão (1999 a 2002)
35) Investimento do BNDES em micro e pequenas empresas:
Governo Lula: 35,99 bilhões
Governo PSDB/PFL: 8,3 bilhões
36) Investimento anual em saúde básica:
Governo Lula: 2,5 bilhões
Governo PSDB/PFL: 155 milhões
37) Equipes do Programa Saúde da Família:
Governo Lula: 27.401
Governo PSDB/PFL: 16.698
38) Índice BOVESPA:
Governo Lula: 35,2 mil pontos
Governo PSDB/PFL: 11,2 mil pontos
39) Dívida externa:
Governo Lula: (260 BILHÕES EM RESERVAS)
Governo PSDB/PFL: 210 bilhões NEGATIVOS
40) Desemprego no país:
Governo Lula: 8,3%
Governo PSDB/PFL: 12,2%
41) Eletrificação Rural:
Governo Lula: 8 milhões de pessoas
Governo PSDB/PFL: 2,7 mil pessoas
42) Livros gratuitos para o Ensino Médio:
Governo Lula: 17 milhões
Governo PSDB/PFL: zero
43) Geração de Energia Elétrica:
Governo Lula: 1.567 empreendimentos em operação, gerando 95.744.495 kW de potência. Está previsto para os próximos anos uma adição de 26.967.987 kW na capacidade de geração do País, proveniente os 65 empreendimentos atualmente em construção e mais 516 outorgadas.
44) Construção de Universidades Federais:
Governo Lula: 27 universidades + 58 novos campi
Governo PSDB/PFL: 6 universidades federais em 8 anos
45) Criação de novas universidades federais
Governo Lula: 14 novas Universidades Federais
Governo PSDB/PFL: 1.
Alessandro Octaviani. Professor de Direito Econômico e Economia Política da Faculdade de Direito da USP
Números das gestões LULA e FHC.
GOVERNO LULA - PT (7,8 ANOS)
GOVERNO PSDB - PSDB/PFL (8 ANOS)
1) Número de policiais federais:
Governo Lula: 13 mil
Governo PSDB/PFL: 5 mil
2) Operações da PF contra a corrupção, sonegação de impostos, crime organizado e lavagem de dinheiro:
Governo Lula: 358
Governo PSDB/PFL: 20
3) Prisões efetuadas pelos motivos acima:
Governo Lula: 3.971
Governo PSDB/PFL: 54
4) Criação de empregos:
Governo Lula: 36 milhões (14,6 milhões com carteira assinada)
Governo PSDB/PFL: 700 mil
5) Média anual de empregos gerados:
Governo Lula: 2,14 milhão
Governo PSDB/PFL: 87,5 mil
6) Taxa de desemprego nas regiões metropolitanas:
Governo Lula: 6,3%
Governo PSDB/PFL: 11,7%
7) Desemprego em SP, maior cidade do país:
Governo Lula: 12,9%
Governo PSDB/PFL: 19,0%
8) Exportações (em dólares):
Governo Lula: 258,3 bilhões
Governo PSDB/PFL: 60,4 bilhões
9) Balança comercial (em dólares):
Governo Lula: 265,3 bilhões (positivos)
Governo PSDB/PFL: - 8,4 bilhões (negativos)
10) Transações correntes (em dólares):
Governo Lula: 110,1 bilhões (positivos)
Governo PSDB/PFL: - 186,2 bilhões (negativos)
11) Risco-país:
Governo Lula: 204
Governo PSDB/PFL: 2.400* No governo Lula, o país atingiu o patamar mais baixo da história.
12) Inflação:
Governo Lula: 3,8% (média)
Governo PSDB/PFL: 12,53%
13) Dívida com o FMI (em dólares):
Governo Lula: dívida paga – Hoje o FMI nos deve 18 bilhões
Governo PSDB/PFL: 14,7 bilhões (todo ano emprestávamos uma média de 10 bilhões que desapareciam inexplicavelmente)
14) Dívida com o Clube de Paris (em dólares):
Governo Lula: dívida paga
Governo PSDB/PFL: 5 bilhões
15) Dívida externa:
Governo Lula: 2,41%
Governo PSDB/PFL:12,45%
16) Empréstimo para habitação (em reais):
Governo Lula: 9,5 bilhões
Governo PSDB/PFL: 1,7 bilhões
17) Crescimento industrial:
Governo Lula: 8,77%
Governo PSDB/PFL: 1,94%
18) Produção de bens duráveis:
Governo Lula: 14,8%
Governo PSDB/PFL: 2,4%
19) Aumento na produção de veículos:
Governo Lula: 5,4%
Governo PSDB/PFL: 1,8%
20) Crédito para a agricultura familiar:
Governo Lula: 11,3%
Governo PSDB/PFL: 2,4%
21) Valor do salário mínimo em dólares:
Governo Lula: Quase 300
Governo PSDB/PFL: 55
22) Poder de compra do salário mínimo em relação à cesta básica:
Governo Lula: 3,7 cestas básicas
Governo PSDB/PFL: 1,3 cesta básica
23) Aumento do custo da cesta básica:
Governo Lula: 15,6%
Governo PSDB/PFL: 81,6%
24) Transferência de renda (em reais):
Governo Lula: 12,1 bilhões
Governo PSDB/PFL: 2,3 bilhões
25) Média por família:
Governo Lula: 87 reais
Governo PSDB/PFL: 25 reais
26) Atendidos pelo programa Brasil Sorridente (atendimento odontológico): Governo Lula: 35,7%*
Governo PSDB/PFL: 17,5% (*15 milhões de brasileiros foram pela primeira vez ao dentista.)
27) Mortalidade infantil indígena (por 1000 habitantes):
Governo Lula: 18,6
Governo PSDB/PFL: 55,7
28) Pró-jovem - estudo subsidiado:
Governo Lula: 183 mil (18 a 24 anos)
Governo PSDB/PFL: não havia programa, nem registro.
29) Bolsa Família:
Governo Lula: 24,1 milhões de famílias
Governo PSDB/PFL: o programa era o Bolsa Escola com atendimento restrito a um pequeno número de pessoas.
30) Incremento no acesso a água no semi-árido nordestino:
Governo Lula: 1.762 mil pessoas e 152 mil cisternas
Governo PSDB/PFL: zero, não havia programa.
31) Distribuição de leite no semi-árido (sistema pequeno produtor):
Governo Lula: 8,3 milhões de brasileiros
Governo PSDB/PFL: zero, não havia programa.
32) Áreas ambientais preservadas:
Governo Lula: incremento de 25,6 milhões de hectares Do ano do Descobrimento do Brasil até 2002: 40 milhões de hectares
33) Apoio à agricultura familiar:
Governo Lula: mais de 40 bilhões
Governo PSDB/PFL: Maior repasse 2,5 bilhões
34) Compra de terras para Reforma Agrária:
Governo Lula: 3,7 bilhões (2003 a 2005)
Governo PSDB/PFL: 1,1 bilhão (1999 a 2002)
35) Investimento do BNDES em micro e pequenas empresas:
Governo Lula: 35,99 bilhões
Governo PSDB/PFL: 8,3 bilhões
36) Investimento anual em saúde básica:
Governo Lula: 2,5 bilhões
Governo PSDB/PFL: 155 milhões
37) Equipes do Programa Saúde da Família:
Governo Lula: 27.401
Governo PSDB/PFL: 16.698
38) Índice BOVESPA:
Governo Lula: 35,2 mil pontos
Governo PSDB/PFL: 11,2 mil pontos
39) Dívida externa:
Governo Lula: (260 BILHÕES EM RESERVAS)
Governo PSDB/PFL: 210 bilhões NEGATIVOS
40) Desemprego no país:
Governo Lula: 8,3%
Governo PSDB/PFL: 12,2%
41) Eletrificação Rural:
Governo Lula: 8 milhões de pessoas
Governo PSDB/PFL: 2,7 mil pessoas
42) Livros gratuitos para o Ensino Médio:
Governo Lula: 17 milhões
Governo PSDB/PFL: zero
43) Geração de Energia Elétrica:
Governo Lula: 1.567 empreendimentos em operação, gerando 95.744.495 kW de potência. Está previsto para os próximos anos uma adição de 26.967.987 kW na capacidade de geração do País, proveniente os 65 empreendimentos atualmente em construção e mais 516 outorgadas.
44) Construção de Universidades Federais:
Governo Lula: 27 universidades + 58 novos campi
Governo PSDB/PFL: 6 universidades federais em 8 anos
45) Criação de novas universidades federais
Governo Lula: 14 novas Universidades Federais
Governo PSDB/PFL: 1.
Alessandro Octaviani. Professor de Direito Econômico e Economia Política da Faculdade de Direito da USP
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Coligação lança manifesto para combater guerra suja contra Dilma
Coligação lança manifesto para combater guerra suja contra Dilma
COM DILMA NO SEGUNDO TURNO
PARA O BRASIL SEGUIR MUDANDO
Os Partidos que integram a coligação vitoriosa elegeram 11 governadores e disputam o segundo turno em 10 outros estados.Com mais de 350 deputados, sobre 513, entre aliados e coligados, o próximo Governo terá a maioria da Câmara Federal. Será também majoritário no Senado, com mais de 50 senadores. Terá, pelo menos, 734 deputados estaduais. Estão reunidas, assim, todas as condições para a vitória definitiva em 31 de outubro.
Para tanto, é necessário clareza política e capacidade de mobilização.A candidatura da oposição encontra-se mergulhada em contradições. Tentam atrair os verdes, mas não podem tirar o velho e conservador DEM de seu palanque. Denuncia “aparelhismos”, mas já está barganhando cargos em um possível ministério (já ofereceram 4 ministérios pra Marina). Proclama-se democrata, mas persegue jornalistas e censura pesquisas. Espalham mentiras e acusações infundadas.Mas o que está em jogo hoje no país é o confronto entre dois projetos.
De um lado, o Brasil do passado, da paralisia econômica, do gigantesco endividamento interno, mas também da dívida externa e da submissão ao FMI. O Brasil que quase foi à falência nas crises mundiais de 95, 97 e 98.O Brasil de uma carga tributária que saltou de 27% para 35% do PIB. O Brasil dos apagões e do sucateamento da infra-estrutura. O Brasil da privataria, que torrou nossas empresas públicas por 100 bilhões de dólares e conseguiu a proeza de dobrar nossa dívida pública. E já estão anunciando novas privatizações, dentre elas a do Pré-Sal. O Brasil do passado, do Governo FHC, que nosso adversário integrou, é o país que não soube enfrentar efetivamente a desigualdade social e não tinha vergonha de afirmar que uma parte da população brasileira era “inempregável”. Era o Brasil do desmonte do Estado e da perseguição aos funcionários.Era o Brasil das universidades à beira do colapso e da proibição do Governo Federal de custear escolas técnicas. Mas, sobretudo, era o país da desesperança, de governantes de costas para seus vizinhos da América Latina, cabisbaixos diante das potências estrangeiras em cujos aeroportos se humilhavam tirando os sapatos.
Em oito anos, o Brasil começou a mudar. Uma grande transformação se iniciou e deverá continuar e aprofundar-se no Governo Dilma.O Brasil de Lula, hoje, e o de Dilma, amanhã, é e será o país do crescimento acelerado. Mas um país que cresce porque distribui renda. Que retirou 28 milhões de homens e mulheres da pobreza. Que possibilitou a ascensão social de 36 milhões de brasileiros. Que criou mais de 14 milhões de empregos formais. Que expandiu o crédito, sobretudo para os de baixo. Que fez crescer sete vezes os recursos para a agricultura familiar. E que fez tudo isso sem inflação ou ameaça dela. O Brasil de Lula e de Dilma é o país que possui uma das mais baixas dívidas internas do mundo. Que deixou de ser devedor internacional, passando à condição de credor. Que não é mais servo do FMI. É o país que enfrentou com tranqüilidade a mais grave crise econômica mundial. Foi o último a sofrer seus efeitos e o primeiro a sair dela.Dilma continuará a reconstruir e fortalecer o Estado e a valorizar o funcionalismo. O Brasil de Lula e de Dilma está reconstruindo aceleradamente sua infra-estrutura energética, seus portos e ferrovias. É o Brasil do PAC. O Brasil do Pré Sal. É o Brasil do Minha Casa, Minha Vida, que vai continuar enfrentando o problema da moradia, sobretudo para as famílias de baixa renda. Nosso desenvolvimento continuará sendo ambientalmente equilibrado, como demonstram os êxitos que tivemos no combate ao desmatamento e na construção de alternativas energéticas limpas. Manteremos essa posição nos debates internacionais sobre a mudança do clima.No Brasil de Lula e de Dilma foi aprovado o FUNDEB que propiciou melhoria salarial aos professores da educação básica. É o país onde os salários dos professores universitários tiveram considerável elevação. Onde se criaram 14 novas universidades e 124 extensões universitárias. Onde mais de 700 mil estudantes carentes foram beneficiados com as bolsas de estudo do Prouni e 214 Escolas Técnicas Federais foram criadas. Onde 40 bilhões de reais foram investidos em ciência e tecnologia. Esse Brasil continuará a desenvolver-se porque o Governo Dilma cuidará da pré-escola à pós-graduação e fará da educação de qualidade o centro de suas preocupações. O Brasil de Dilma continuará dando proteção à maternidade e protegendo, com políticas públicas, as mulheres da violência doméstica. Será o Brasil que dará prosseguimento às políticas de promoção da igualdade racial.
Os alicerces de um grande Brasil foram criados. Mais que isso, muitas das paredes desta nova casa já estão erguidas. A obra não vai parar.Vamos prosseguir no esforço de dar saúde de qualidade com mais UPAS, Samu, Brasil Sorridente, Médicos de Família.Vamos continuar o grande trabalho de garantir a segurança de todos os brasileiros, com repressão ao crime organizado e controle da fronteiras, mas, sobretudo, com respeito aos direitos humanos, ações sociais e a participação da sociedade, como vem acontecendo com as UPP. Vamos continuar a ser um país soberano, solidário com seus vizinhos. Um país que luta pela paz no mundo, pela democracia, pelo respeito aos direitos humanos. Um país que luta por uma nova ordem econômica e política mundial mais justa e equilibrada.
Os brasileiros continuarão a ter orgulho de seu país.Mas, sobretudo queremos aprofundar nossa democracia. A grande vitória que a coligação PARA O BRASIL SEGUIR MUDANDO obteve nas eleições para o Congresso Nacional permitirá que Dilma Rousseff tenha uma sólida base de sustentação parlamentar.Diferentemente do que ocorreu entre 1995 e 2002, a nova maioria no Congresso não é resultado de acordos pós-eleitorais. Ela é o resultado da vontade popular expressa nas urnas. Essa maioria não será instrumento para esmagar as oposições, como no passado. Queremos um Brasil unido em sua diversidade política, étnica, cultural e religiosa. Por essa razão repudiamos aqueles que querem explorar cinicamente a religiosidade do povo brasileiro para fins eleitorais. Isso é um desrespeito às distintas confissões religiosas. Tentar introduzir o ódio entre as comunidades religiosas é um crime. Viola as melhores tradições de tolerância do povo brasileiro, que são admiradas em todo o mundo. O Brasil republicano é um Estado laico que respeita todas as convicções religiosas. Não permitiremos que nos tentem dividir. O Brasil de Dilma, assim como o de Lula, é e será uma terra de liberdade, onde todos poderão, sem qualquer tipo de censura, expressar suas idéias e convicções. Será o Brasil que se ocupará de forma prioritária das crianças e dos jovens, abrindo-lhes as portas do futuro. Por essa razão dará ênfase à educação e à cultura.Mas será também um país que cuidará de seus idosos, de suas condições de vida, de sua saúde e de sua dignidade.Sabemos que os milhões que estiveram conosco até agora serão muitos mais amanhã.
Para dar continuidade a essa construção iniciada em 2003 convocamos todos os homens e mulheres deste país. A hora é de mobilização. É importante que nas ruas, nas escolas, nas fábricas e nos campos a voz da mudança se faça ouvir mais fortemente do que a voz do atraso, da calúnia, do preconceito, da mentira, dos privilégios.
À luta, até a vitória
COM DILMA NO SEGUNDO TURNO
PARA O BRASIL SEGUIR MUDANDO
Os Partidos que integram a coligação vitoriosa elegeram 11 governadores e disputam o segundo turno em 10 outros estados.Com mais de 350 deputados, sobre 513, entre aliados e coligados, o próximo Governo terá a maioria da Câmara Federal. Será também majoritário no Senado, com mais de 50 senadores. Terá, pelo menos, 734 deputados estaduais. Estão reunidas, assim, todas as condições para a vitória definitiva em 31 de outubro.
Para tanto, é necessário clareza política e capacidade de mobilização.A candidatura da oposição encontra-se mergulhada em contradições. Tentam atrair os verdes, mas não podem tirar o velho e conservador DEM de seu palanque. Denuncia “aparelhismos”, mas já está barganhando cargos em um possível ministério (já ofereceram 4 ministérios pra Marina). Proclama-se democrata, mas persegue jornalistas e censura pesquisas. Espalham mentiras e acusações infundadas.Mas o que está em jogo hoje no país é o confronto entre dois projetos.
De um lado, o Brasil do passado, da paralisia econômica, do gigantesco endividamento interno, mas também da dívida externa e da submissão ao FMI. O Brasil que quase foi à falência nas crises mundiais de 95, 97 e 98.O Brasil de uma carga tributária que saltou de 27% para 35% do PIB. O Brasil dos apagões e do sucateamento da infra-estrutura. O Brasil da privataria, que torrou nossas empresas públicas por 100 bilhões de dólares e conseguiu a proeza de dobrar nossa dívida pública. E já estão anunciando novas privatizações, dentre elas a do Pré-Sal. O Brasil do passado, do Governo FHC, que nosso adversário integrou, é o país que não soube enfrentar efetivamente a desigualdade social e não tinha vergonha de afirmar que uma parte da população brasileira era “inempregável”. Era o Brasil do desmonte do Estado e da perseguição aos funcionários.Era o Brasil das universidades à beira do colapso e da proibição do Governo Federal de custear escolas técnicas. Mas, sobretudo, era o país da desesperança, de governantes de costas para seus vizinhos da América Latina, cabisbaixos diante das potências estrangeiras em cujos aeroportos se humilhavam tirando os sapatos.
Em oito anos, o Brasil começou a mudar. Uma grande transformação se iniciou e deverá continuar e aprofundar-se no Governo Dilma.O Brasil de Lula, hoje, e o de Dilma, amanhã, é e será o país do crescimento acelerado. Mas um país que cresce porque distribui renda. Que retirou 28 milhões de homens e mulheres da pobreza. Que possibilitou a ascensão social de 36 milhões de brasileiros. Que criou mais de 14 milhões de empregos formais. Que expandiu o crédito, sobretudo para os de baixo. Que fez crescer sete vezes os recursos para a agricultura familiar. E que fez tudo isso sem inflação ou ameaça dela. O Brasil de Lula e de Dilma é o país que possui uma das mais baixas dívidas internas do mundo. Que deixou de ser devedor internacional, passando à condição de credor. Que não é mais servo do FMI. É o país que enfrentou com tranqüilidade a mais grave crise econômica mundial. Foi o último a sofrer seus efeitos e o primeiro a sair dela.Dilma continuará a reconstruir e fortalecer o Estado e a valorizar o funcionalismo. O Brasil de Lula e de Dilma está reconstruindo aceleradamente sua infra-estrutura energética, seus portos e ferrovias. É o Brasil do PAC. O Brasil do Pré Sal. É o Brasil do Minha Casa, Minha Vida, que vai continuar enfrentando o problema da moradia, sobretudo para as famílias de baixa renda. Nosso desenvolvimento continuará sendo ambientalmente equilibrado, como demonstram os êxitos que tivemos no combate ao desmatamento e na construção de alternativas energéticas limpas. Manteremos essa posição nos debates internacionais sobre a mudança do clima.No Brasil de Lula e de Dilma foi aprovado o FUNDEB que propiciou melhoria salarial aos professores da educação básica. É o país onde os salários dos professores universitários tiveram considerável elevação. Onde se criaram 14 novas universidades e 124 extensões universitárias. Onde mais de 700 mil estudantes carentes foram beneficiados com as bolsas de estudo do Prouni e 214 Escolas Técnicas Federais foram criadas. Onde 40 bilhões de reais foram investidos em ciência e tecnologia. Esse Brasil continuará a desenvolver-se porque o Governo Dilma cuidará da pré-escola à pós-graduação e fará da educação de qualidade o centro de suas preocupações. O Brasil de Dilma continuará dando proteção à maternidade e protegendo, com políticas públicas, as mulheres da violência doméstica. Será o Brasil que dará prosseguimento às políticas de promoção da igualdade racial.
Os alicerces de um grande Brasil foram criados. Mais que isso, muitas das paredes desta nova casa já estão erguidas. A obra não vai parar.Vamos prosseguir no esforço de dar saúde de qualidade com mais UPAS, Samu, Brasil Sorridente, Médicos de Família.Vamos continuar o grande trabalho de garantir a segurança de todos os brasileiros, com repressão ao crime organizado e controle da fronteiras, mas, sobretudo, com respeito aos direitos humanos, ações sociais e a participação da sociedade, como vem acontecendo com as UPP. Vamos continuar a ser um país soberano, solidário com seus vizinhos. Um país que luta pela paz no mundo, pela democracia, pelo respeito aos direitos humanos. Um país que luta por uma nova ordem econômica e política mundial mais justa e equilibrada.
Os brasileiros continuarão a ter orgulho de seu país.Mas, sobretudo queremos aprofundar nossa democracia. A grande vitória que a coligação PARA O BRASIL SEGUIR MUDANDO obteve nas eleições para o Congresso Nacional permitirá que Dilma Rousseff tenha uma sólida base de sustentação parlamentar.Diferentemente do que ocorreu entre 1995 e 2002, a nova maioria no Congresso não é resultado de acordos pós-eleitorais. Ela é o resultado da vontade popular expressa nas urnas. Essa maioria não será instrumento para esmagar as oposições, como no passado. Queremos um Brasil unido em sua diversidade política, étnica, cultural e religiosa. Por essa razão repudiamos aqueles que querem explorar cinicamente a religiosidade do povo brasileiro para fins eleitorais. Isso é um desrespeito às distintas confissões religiosas. Tentar introduzir o ódio entre as comunidades religiosas é um crime. Viola as melhores tradições de tolerância do povo brasileiro, que são admiradas em todo o mundo. O Brasil republicano é um Estado laico que respeita todas as convicções religiosas. Não permitiremos que nos tentem dividir. O Brasil de Dilma, assim como o de Lula, é e será uma terra de liberdade, onde todos poderão, sem qualquer tipo de censura, expressar suas idéias e convicções. Será o Brasil que se ocupará de forma prioritária das crianças e dos jovens, abrindo-lhes as portas do futuro. Por essa razão dará ênfase à educação e à cultura.Mas será também um país que cuidará de seus idosos, de suas condições de vida, de sua saúde e de sua dignidade.Sabemos que os milhões que estiveram conosco até agora serão muitos mais amanhã.
Para dar continuidade a essa construção iniciada em 2003 convocamos todos os homens e mulheres deste país. A hora é de mobilização. É importante que nas ruas, nas escolas, nas fábricas e nos campos a voz da mudança se faça ouvir mais fortemente do que a voz do atraso, da calúnia, do preconceito, da mentira, dos privilégios.
À luta, até a vitória
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Imprensa, a verdadeira oposição no Brasil
Imprensa, a verdadeira oposição no Brasil
Blog do Miro (Reproduzo artigo do jornalista Eric Nepomuceno, publicado no jornal argentino Pagina/12 e traduzido pelo sítio Carta Maior)
Considerado o fundador do Estado moderno no Brasil, Getúlio Vargas foi alvo de uma contundente campanha encabeçada pelo jornal Tribuna da Imprensa, do Rio de Janeiro. Terminou se suicidando com um tiro no coração em agosto de 1954. Criador de Brasília e um dos presidentes mais populares do Brasil, Juscelino Kubitschek enfrentou a resistência feroz do conservador O Estado de São Paulo. Acusado de corrupção irremediável, jamais se comprovou nada contra ele. Histórico dirigente da esquerda, o trabalhista Leonel Brizola foi governador do Rio de Janeiro em 1982, no início do processo da democratização, e passou seus dois governos sob uma campanha implacável (e freqüentemente mentirosa) do mais poderoso grupo de comunicações da América Latina, que controla a TV Globo e o jornal O Globo.
Nunca antes, porém, um presidente foi tão perseguido pelos meios de comunicação como ocorre com Luiz Inácio Lula da Silva. Com freqüência assombrosa foram abandonadas as regras básicas do mínimo respeito cidadão. Um bom exemplo disso é a revista Veja, semanário de maior circulação no país, que sem resquícios de pudor público denuncia escândalos em seqüência que acabam não sendo comprovados. Em sua página na internet abriga comentaristas que tratam o presidente da Nação de “essa pessoa”. O mesmo grupo que controla a TV Globo, cujo noticiário tem a maioria da audiência, o matutino O Globo, principal jornal do Rio e segundo em circulação no Brasil, e a principal cadeia de rádio, CBN, não perde a oportunidade de destroçar Lula e seu governo, sem preocupar-se nem um pouco com a veracidade de seus ataques. O jornal Folha de São Paulo, de maior circulação no país, divulga qualquer denúncia como se fosse verdadeira e não se priva de aceitar que um ex-condenado por receptação de mercadorias roubadas e circulação de dinheiro falso se transforme em “consultor de negócios” e lance acusações sem apresentar nenhuma prova. Até o conservador O Estado de São Paulo, que até agora era o mais equilibrado na oposição ao governo, optou por ingressar neste jogo sem regras nem norte.
Frente á inércia dos principais partidos de oposição, o PSDB e o DEM, os meios de comunicação ocupam organicamente esse espaço. Isso foi admitido, há alguns meses, pela própria presidente da Associação nacional de Jornais (ANJ), Judith Brito, da Folha de São Paulo. Mais grave, porém, é o que nenhum destes grupos admite: mesmo antes de iniciar a campanha sucessória de Lula, esse enorme partido informal (mas muito eficaz) de oposição optou por um candidato, José Serra, que não respondeu às suas expectativas. E frente à incapacidade de sua campanha eleitoral, os meios de comunicação brasileiros decidiram atacar a candidatura de Dilma Rousseff, ignorando os limites éticos. Essa politização absoluta e essa tomada de posição pela imprensa terminaram por provocar a reação de Lula. Suas críticas, por sua vez, provocaram uma irada onda de novas denúncias, indicando que o presidente pretendia impedir a liberdade de expressão e de opinião.
No entanto, em seus quase oito anos como presidente, Lula em nenhum momento representou uma ameaça à grande imprensa, por mais remota que fosse. Alguns movimentos para impor algumas regras e impedir a permanência de um esquema de quase monopólio foram neutralizados pelo próprio Lula que optou pelo não enfrentamento com as oito famílias que concentram o controle dos meios de comunicação no maior país latinoamericano.A liberdade de imprensa é absoluta no Brasil, ao ponto de ter se transformado em liberdade de caluniar. Os grosseiros ataques, freqüentemente baseados em nada, contra Lula e seus governo aparecem todos os dias, sem que ninguém trate de impedi-los. E, ainda assim, os grandes meios não deixam de denunciar ameaças à liberdade de expressão. Talvez a razão de tudo isso repouse no que ocorreu quando o Brasil voltou á democracia, há 25 anos. Ao contrário do que ocorreu em outros países que reencontraram a democracia – penso especificamente nos casos da Espanha e da Argentina -, no Brasil a imprensa não se democratizou.
Não surgiram alternativas que respondessem aos diferentes segmentos políticos e ideológicos. Prevaleceu o cenário em que cada meio apresenta o eco de uma mesma voz, a do sistema dominante.Para esse sistema, Lula era um risco suportável. Já a sua sucessão é outra coisa.
E se o candidato da oposição se mostra um incapaz, o verdadeiro partido oposicionista revela sua cara mais feroz. Ao exercer a liberdade do denuncismo barato, mostra seu inconformismo com a manifestação do desejo dessa massa de ignaros que é chamada de povo. Essa gente que não era nada e passou a se considerar cidadã. Isso sim é inadmissível.
Blog do Miro (Reproduzo artigo do jornalista Eric Nepomuceno, publicado no jornal argentino Pagina/12 e traduzido pelo sítio Carta Maior)
Considerado o fundador do Estado moderno no Brasil, Getúlio Vargas foi alvo de uma contundente campanha encabeçada pelo jornal Tribuna da Imprensa, do Rio de Janeiro. Terminou se suicidando com um tiro no coração em agosto de 1954. Criador de Brasília e um dos presidentes mais populares do Brasil, Juscelino Kubitschek enfrentou a resistência feroz do conservador O Estado de São Paulo. Acusado de corrupção irremediável, jamais se comprovou nada contra ele. Histórico dirigente da esquerda, o trabalhista Leonel Brizola foi governador do Rio de Janeiro em 1982, no início do processo da democratização, e passou seus dois governos sob uma campanha implacável (e freqüentemente mentirosa) do mais poderoso grupo de comunicações da América Latina, que controla a TV Globo e o jornal O Globo.
Nunca antes, porém, um presidente foi tão perseguido pelos meios de comunicação como ocorre com Luiz Inácio Lula da Silva. Com freqüência assombrosa foram abandonadas as regras básicas do mínimo respeito cidadão. Um bom exemplo disso é a revista Veja, semanário de maior circulação no país, que sem resquícios de pudor público denuncia escândalos em seqüência que acabam não sendo comprovados. Em sua página na internet abriga comentaristas que tratam o presidente da Nação de “essa pessoa”. O mesmo grupo que controla a TV Globo, cujo noticiário tem a maioria da audiência, o matutino O Globo, principal jornal do Rio e segundo em circulação no Brasil, e a principal cadeia de rádio, CBN, não perde a oportunidade de destroçar Lula e seu governo, sem preocupar-se nem um pouco com a veracidade de seus ataques. O jornal Folha de São Paulo, de maior circulação no país, divulga qualquer denúncia como se fosse verdadeira e não se priva de aceitar que um ex-condenado por receptação de mercadorias roubadas e circulação de dinheiro falso se transforme em “consultor de negócios” e lance acusações sem apresentar nenhuma prova. Até o conservador O Estado de São Paulo, que até agora era o mais equilibrado na oposição ao governo, optou por ingressar neste jogo sem regras nem norte.
Frente á inércia dos principais partidos de oposição, o PSDB e o DEM, os meios de comunicação ocupam organicamente esse espaço. Isso foi admitido, há alguns meses, pela própria presidente da Associação nacional de Jornais (ANJ), Judith Brito, da Folha de São Paulo. Mais grave, porém, é o que nenhum destes grupos admite: mesmo antes de iniciar a campanha sucessória de Lula, esse enorme partido informal (mas muito eficaz) de oposição optou por um candidato, José Serra, que não respondeu às suas expectativas. E frente à incapacidade de sua campanha eleitoral, os meios de comunicação brasileiros decidiram atacar a candidatura de Dilma Rousseff, ignorando os limites éticos. Essa politização absoluta e essa tomada de posição pela imprensa terminaram por provocar a reação de Lula. Suas críticas, por sua vez, provocaram uma irada onda de novas denúncias, indicando que o presidente pretendia impedir a liberdade de expressão e de opinião.
No entanto, em seus quase oito anos como presidente, Lula em nenhum momento representou uma ameaça à grande imprensa, por mais remota que fosse. Alguns movimentos para impor algumas regras e impedir a permanência de um esquema de quase monopólio foram neutralizados pelo próprio Lula que optou pelo não enfrentamento com as oito famílias que concentram o controle dos meios de comunicação no maior país latinoamericano.A liberdade de imprensa é absoluta no Brasil, ao ponto de ter se transformado em liberdade de caluniar. Os grosseiros ataques, freqüentemente baseados em nada, contra Lula e seus governo aparecem todos os dias, sem que ninguém trate de impedi-los. E, ainda assim, os grandes meios não deixam de denunciar ameaças à liberdade de expressão. Talvez a razão de tudo isso repouse no que ocorreu quando o Brasil voltou á democracia, há 25 anos. Ao contrário do que ocorreu em outros países que reencontraram a democracia – penso especificamente nos casos da Espanha e da Argentina -, no Brasil a imprensa não se democratizou.
Não surgiram alternativas que respondessem aos diferentes segmentos políticos e ideológicos. Prevaleceu o cenário em que cada meio apresenta o eco de uma mesma voz, a do sistema dominante.Para esse sistema, Lula era um risco suportável. Já a sua sucessão é outra coisa.
E se o candidato da oposição se mostra um incapaz, o verdadeiro partido oposicionista revela sua cara mais feroz. Ao exercer a liberdade do denuncismo barato, mostra seu inconformismo com a manifestação do desejo dessa massa de ignaros que é chamada de povo. Essa gente que não era nada e passou a se considerar cidadã. Isso sim é inadmissível.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
FHC O TRAIDOR
O LEGADO DE FHC, O TRAIDOR DA PÁTRIA
Brizola Neto
Se existe um personagem que tenha conseguido ficar marcado pelo povo brasileiro, este é, sem dúvida, o senhor Fernando Henrique Cardoso. Tornou-se um espectro que vaga, fantasmagoricamente, na política brasileira. A impressão que se tem é que só mesmo as páginas dos jornais hoje o acolhem. Ninguém mais quer a sua companhia, nem mesmo José Serra, seu candidato e pupilo.
Fernando Henrique é um desses exemplos que se adaptariam a perfeição à história bíblica de Caim. Trai estampado em suas têmporas o estigma da traição. É o homem condenado pelo crime político de vender o que não era seu, mas de toda a nacionalidade. É aquele que se pavoneando nos salões do capitalismo mundial vangloriava-se de ter entregado nossos minérios, nossa energia, nosso sistema de comunicações aos “luminares” do capitalismo que iam, finalmente, trazer a civilização e o progresso para o país de botocudos e incapazes.Olhem, se ele não tivesse feito o mal que fez a este país, bastaria que dele disséssemos que é um bobalhão, um daqueles tipos folclóricos de que as cortes se valiam para adocicar seu humor e distrair o povo.Mas, infelizmente, não lhe podemos ser indulgentes. O que ele entregou custará muito ao povo brasileiro para retomar, embora seja tão abençoado este país que o conseguiremos fazer.
Vejam, agora, o quanto custou ao Brasil reaver parte do controle da Petrobras que o senhor Fernando Henrique Cardoso mercadejou na Bolsa de Nova Iorque. Nada menos que US$70 bilhões, foi quanto o governo brasileiro teve de aportar na capitalização da Petrobras para recuperar menos de dois terços das ações que FHC distribuiu em Nova Iorque. Benza-nos Deus que tínhamos 5 bilhões de barris de petróleo do pré-sal para usarmos no resgate do crime de lesa-pátria que fez aquele homem.
Olhem os valores, vejam os números. Não se trata, absolutamente, de alguns tostões mal-empregados. Trata-se, como se viu, de dezenas de bilhões de dólares para recomprar o que foi vendido e que, aposto eu, não haverá um brasileiro capaz de dizer onde se empregou o dinheiro da venda, exceto no pagamento dos sanguessugas que vivem da especulação financeira.
Senhor Fernando Henrique Cardoso saiba que suas opiniões e conselhos só têm um valor para o povo brasileiro. É o de saber que nada do que o senhor diz tem serventia, de que todos os caminhos que o senhor aponta devem ser trilhados exatamente ao inverso, se desejamos um país desenvolvido e justo.
Brizola Neto
Se existe um personagem que tenha conseguido ficar marcado pelo povo brasileiro, este é, sem dúvida, o senhor Fernando Henrique Cardoso. Tornou-se um espectro que vaga, fantasmagoricamente, na política brasileira. A impressão que se tem é que só mesmo as páginas dos jornais hoje o acolhem. Ninguém mais quer a sua companhia, nem mesmo José Serra, seu candidato e pupilo.
Fernando Henrique é um desses exemplos que se adaptariam a perfeição à história bíblica de Caim. Trai estampado em suas têmporas o estigma da traição. É o homem condenado pelo crime político de vender o que não era seu, mas de toda a nacionalidade. É aquele que se pavoneando nos salões do capitalismo mundial vangloriava-se de ter entregado nossos minérios, nossa energia, nosso sistema de comunicações aos “luminares” do capitalismo que iam, finalmente, trazer a civilização e o progresso para o país de botocudos e incapazes.Olhem, se ele não tivesse feito o mal que fez a este país, bastaria que dele disséssemos que é um bobalhão, um daqueles tipos folclóricos de que as cortes se valiam para adocicar seu humor e distrair o povo.Mas, infelizmente, não lhe podemos ser indulgentes. O que ele entregou custará muito ao povo brasileiro para retomar, embora seja tão abençoado este país que o conseguiremos fazer.
Vejam, agora, o quanto custou ao Brasil reaver parte do controle da Petrobras que o senhor Fernando Henrique Cardoso mercadejou na Bolsa de Nova Iorque. Nada menos que US$70 bilhões, foi quanto o governo brasileiro teve de aportar na capitalização da Petrobras para recuperar menos de dois terços das ações que FHC distribuiu em Nova Iorque. Benza-nos Deus que tínhamos 5 bilhões de barris de petróleo do pré-sal para usarmos no resgate do crime de lesa-pátria que fez aquele homem.
Olhem os valores, vejam os números. Não se trata, absolutamente, de alguns tostões mal-empregados. Trata-se, como se viu, de dezenas de bilhões de dólares para recomprar o que foi vendido e que, aposto eu, não haverá um brasileiro capaz de dizer onde se empregou o dinheiro da venda, exceto no pagamento dos sanguessugas que vivem da especulação financeira.
Senhor Fernando Henrique Cardoso saiba que suas opiniões e conselhos só têm um valor para o povo brasileiro. É o de saber que nada do que o senhor diz tem serventia, de que todos os caminhos que o senhor aponta devem ser trilhados exatamente ao inverso, se desejamos um país desenvolvido e justo.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
A FACE DA ESPERANÇA
A FACE DA ESPERANÇA
Brizola Neto
Oito anos atrás, eu tinha 23 anos. Mesmo vivendo em meio a política, e àquela altura já com o convívio diário por anos com meu avô Leonel Brizola, minha compreensão sobre a realidade era menor do que é hoje.Naquela eleição, porém percebia que, mesmo com as concessões que Lula fazia ao status quo com a sua “Carta aos Brasileiros”, era nossa chance de interromper o processo vergonhoso de entrega do patrimônio público e de alienação das riquezas deste país que o governo Fernando Henrique implantou e que pretendia se eternizar através de José Serra.De fato, os primeiros anos do governo Lula tiveram, essencialmente, a característica da vertigem de crise em que uma década de políticas neoliberais haviam lançado este país.Necessário, importante, uma pré-condição para o início de um tempo novo. Mas não o tempo novo.O tempo novo viria, porém, no segundo mandato.Ali, foi a lucidez da população que fez com que o governo Lula assumisse as características que tem hoje.Vocês se recordam? Houve uma manipulação dos meios de comunicação tão ou mais intensa do que há hoje. Nós próprios, do campo progressista, muitas vezes não tivemos a consciência do embate em que se travava e, por frações, acabamos por permitir que a eleição fosse a um segundo turno.E aí, o povo brasileiro, na sua simplicidade, fez aparecer com clareza a decisão que se deveria tomar.Quando se tornou evidente que a candidatura Alckmin era um instrumento da privatização, da entrega, da dominação colonial deste país, as massas populares arrastaram esse candidato a uma votação – pasmem os que não se lembrarem – menor a que obtivera no primeiro turno.No processo eleitoral que estamos vivendo agora, está evidente que – muito mais do que qualquer palavra que pronunciemos ou do que qualquer proposta que apresentemos – é a ação feroz, vil, sórdida da direita aquilo que está ajudando a tornar lúcidas e esclarecidas milhões de consciências brasileiras.Contingentes cada vez maiores da população tomam consciência de que a direita brasileira vive um conflito insanável com a ideia de democracia.Não pode ser democrática porque é excludente, má, desumana, e porque não lhe toca o coração ver milhões de seres humanos saindo da pobreza.Não pode. Porque não lhes amolece a alma ver que as pessoas comem, que as pessoas podem ter o “luxo” de uma geladeira, de uma casinha humilde, de comprar um doce para seus filhos.Não é democrática, porque não respeita a liberdade de consciência do povo brasileiro. Porque acha que essa população merece servir de vítima de suas jogadas, de manipulações, das manobras mais perversas, com o uso e o abuso dos meios de comunicação que controlam, e que por isso não exerçam, na plenitude, sua liberdade de consciência.A direita brasileira, agora e nunca, sequer é patriótica. Não vê outro país senão aquele que entrega seu povo, seu território, suas riquezas para que lhe deixe, como intermediária, algumas das migalhas que caem do saque colonial desta nação. Não consegue perceber o Brasil senão como servo, porque ela própria é servil e bajuladora, porque entende o mundo como uma relação entre vassalos e amos.Tudo tornou-se extremamente agudo e grave, e não foi por nosso desejo.Quisemos – e queremos – desde o início uma disputa sadia, limpa, aberta. Desbravamos o território livre da internet para trazer a informação, o debate, a discussão. Enquanto a grande mídia vivia apregoando que havia um favorito, lá em cima nas pesquisas de opinião, nós dizíamos aqui: não é verdade.A mídia, porém, nos chamava de “trogloditas”, “cães da internet”, “turma da kombi”. Desqualificam a informação livre e o debate instantâneo do que dizem ,simplesmente, porque não podem conviver com o contraditório, e muito menos com a verdade.Oito anos se passaram daquele primeiro embate, onde tudo era uma esperança nebulosa. Quatro anos se foram da segunda batalha, onde os campos mais claramente começaram a se definir.Agora, meus irmãos e minha irmãs, estamos no limiar de uma nova era da existência deste país.Não há uma revolução, não há ameaças à liberdade de quem quer que seja. Não há ninguém que vá, neste país, ser privado de qualquer um dos seus direitos civis e humanos.O que há, de verdade, é uma tomada de consciência por parte do povo brasileiro, que agora se vê como ser humano, como uma coletividade que tem direito a um destino próprio e a felicidade que todo ser humano almeja.Este povo viu a face da esperança e não vai, façam o que fizerem, protelem o quanto protelarem, mintam o quanto mentirem, afastar seus olhos do brilho luminoso do futuro que o Brasil sabe agora ter ao alcance de suas mãos.
Mas eles não têm uma causa, uma bandeira, um projeto que possam submeter ao julgamento do povo brasileiro. Seu candidato é um personagem que desperta asco na nossa gente.
Daí erguerem o nome de Marina Silva como biombo de seus verdadeiros interesses.É irrelevante sabermos com qual nível de conveniência ela se presta a ele e, sequer, se ela o faz com cumplicidade.
Não importa qual o resultado deste julgamento moral.
O que importa é o mundo real, e é o mundo real a nossa arma contra a avalanche de propaganda que já despejam e despejarão nestes dias, sobretudo com as pesquisas a lhes servirem de disfarces dos seus apetites.
Temos de ter calma, lucidez, coragem, objetividade e disposição para o combate.
O primeiro é saber é que eles não lutam pela vitória, mas por uma sobrevida, por um segundo turno que lhes dê condição de fugirem da verdade acachapante de que a direita tornou-se uma força desprezada pela população. Lutam por mais 30 dias em que possam cevar um “milagre” demoníaco que oculte esta verdade.
Nem mesmo eles ousam estar seguros de que o conseguirão.
Mas sabê-lo não basta, é preciso dizê-lo, dizê-lo a quantos possam nos ouvir e ler.
Temos de ser claros e diretos: se é legítimo votar em Marina Silva, também é legítimo dizer a quem o faz que este voto, mais do que a ela, serve agora à direita e a José Serra. Esta é a verdade nua e crua e, se ela me custar algum voto em minha candidatura a deputado, paciência.
Verdades são para ser ditas, custe o que custar, do contrário serei mais um hipócrita, e de hipócritas o povo brasileiro já se encheu.
Digo claramente o que deve ser dito e é preciso que cada um de nós o faça. A quem estiver caindo no “conto da onda verde”, a quem estiver vacilando por causa da mídia e das pesquisas, a pergunta deve ser esta, e feita de forma direta:
- Então, você vai votar no Serra?
- Vou votar na Marina.
- Não, você está enganado, você vai votar no Serra.
Este é o argumento com a força cortante da verdade. E o choque, talvez, desperte a compreensão deste interlocutor ingênuo, que não percebeu o jogo sujo que se oculta por detrás de um personagem que, pela sua origem e trajetória, pode despertar solidariedade e respeito, mas que, agora, passou a ser, para a direita, a tábua de salvação, provisória que seja, do seu naufrágio.
É hora de cada um de nós – a começar por aquele que tem a empatia de enormes massas do povo brasileiro – conversarmos com cada pessoa, com cada amigo, conhecido, vizinho ou parente.
Nós fazemos parte de um milagre chamado comunicação. Nós somos, aqui, dezenas de milhares e éramos centenas faz pouco tempo. Crescemos e nos unimos com a verdade e o amor ao povo brasileiro e a esta nação.
Acreditem, meus irmãos e minhas irmãs, nesta bandeira limpa, pura, decente e humana que conduzimos. Ela merece a força de nossos braços, o desapego de nossas idéias. Merece toda a nossa energia nesta batalha que quase se finda.
Cada voz, cada mente, cada coração, agora, deve ser posto a serviço do povo brasileiro. Pois a nossa sinceridade é tanta, o nosso amor ao Brasil é tanto, a nossa fé no futuro é tanta que não há mentira capaz de superar a emoção com que podemos nos expressar.
Vamos em frente, em nome do nosso povo. Vamos em frente, e vamos vencer.
Brizola Neto
Oito anos atrás, eu tinha 23 anos. Mesmo vivendo em meio a política, e àquela altura já com o convívio diário por anos com meu avô Leonel Brizola, minha compreensão sobre a realidade era menor do que é hoje.Naquela eleição, porém percebia que, mesmo com as concessões que Lula fazia ao status quo com a sua “Carta aos Brasileiros”, era nossa chance de interromper o processo vergonhoso de entrega do patrimônio público e de alienação das riquezas deste país que o governo Fernando Henrique implantou e que pretendia se eternizar através de José Serra.De fato, os primeiros anos do governo Lula tiveram, essencialmente, a característica da vertigem de crise em que uma década de políticas neoliberais haviam lançado este país.Necessário, importante, uma pré-condição para o início de um tempo novo. Mas não o tempo novo.O tempo novo viria, porém, no segundo mandato.Ali, foi a lucidez da população que fez com que o governo Lula assumisse as características que tem hoje.Vocês se recordam? Houve uma manipulação dos meios de comunicação tão ou mais intensa do que há hoje. Nós próprios, do campo progressista, muitas vezes não tivemos a consciência do embate em que se travava e, por frações, acabamos por permitir que a eleição fosse a um segundo turno.E aí, o povo brasileiro, na sua simplicidade, fez aparecer com clareza a decisão que se deveria tomar.Quando se tornou evidente que a candidatura Alckmin era um instrumento da privatização, da entrega, da dominação colonial deste país, as massas populares arrastaram esse candidato a uma votação – pasmem os que não se lembrarem – menor a que obtivera no primeiro turno.No processo eleitoral que estamos vivendo agora, está evidente que – muito mais do que qualquer palavra que pronunciemos ou do que qualquer proposta que apresentemos – é a ação feroz, vil, sórdida da direita aquilo que está ajudando a tornar lúcidas e esclarecidas milhões de consciências brasileiras.Contingentes cada vez maiores da população tomam consciência de que a direita brasileira vive um conflito insanável com a ideia de democracia.Não pode ser democrática porque é excludente, má, desumana, e porque não lhe toca o coração ver milhões de seres humanos saindo da pobreza.Não pode. Porque não lhes amolece a alma ver que as pessoas comem, que as pessoas podem ter o “luxo” de uma geladeira, de uma casinha humilde, de comprar um doce para seus filhos.Não é democrática, porque não respeita a liberdade de consciência do povo brasileiro. Porque acha que essa população merece servir de vítima de suas jogadas, de manipulações, das manobras mais perversas, com o uso e o abuso dos meios de comunicação que controlam, e que por isso não exerçam, na plenitude, sua liberdade de consciência.A direita brasileira, agora e nunca, sequer é patriótica. Não vê outro país senão aquele que entrega seu povo, seu território, suas riquezas para que lhe deixe, como intermediária, algumas das migalhas que caem do saque colonial desta nação. Não consegue perceber o Brasil senão como servo, porque ela própria é servil e bajuladora, porque entende o mundo como uma relação entre vassalos e amos.Tudo tornou-se extremamente agudo e grave, e não foi por nosso desejo.Quisemos – e queremos – desde o início uma disputa sadia, limpa, aberta. Desbravamos o território livre da internet para trazer a informação, o debate, a discussão. Enquanto a grande mídia vivia apregoando que havia um favorito, lá em cima nas pesquisas de opinião, nós dizíamos aqui: não é verdade.A mídia, porém, nos chamava de “trogloditas”, “cães da internet”, “turma da kombi”. Desqualificam a informação livre e o debate instantâneo do que dizem ,simplesmente, porque não podem conviver com o contraditório, e muito menos com a verdade.Oito anos se passaram daquele primeiro embate, onde tudo era uma esperança nebulosa. Quatro anos se foram da segunda batalha, onde os campos mais claramente começaram a se definir.Agora, meus irmãos e minha irmãs, estamos no limiar de uma nova era da existência deste país.Não há uma revolução, não há ameaças à liberdade de quem quer que seja. Não há ninguém que vá, neste país, ser privado de qualquer um dos seus direitos civis e humanos.O que há, de verdade, é uma tomada de consciência por parte do povo brasileiro, que agora se vê como ser humano, como uma coletividade que tem direito a um destino próprio e a felicidade que todo ser humano almeja.Este povo viu a face da esperança e não vai, façam o que fizerem, protelem o quanto protelarem, mintam o quanto mentirem, afastar seus olhos do brilho luminoso do futuro que o Brasil sabe agora ter ao alcance de suas mãos.
Mas eles não têm uma causa, uma bandeira, um projeto que possam submeter ao julgamento do povo brasileiro. Seu candidato é um personagem que desperta asco na nossa gente.
Daí erguerem o nome de Marina Silva como biombo de seus verdadeiros interesses.É irrelevante sabermos com qual nível de conveniência ela se presta a ele e, sequer, se ela o faz com cumplicidade.
Não importa qual o resultado deste julgamento moral.
O que importa é o mundo real, e é o mundo real a nossa arma contra a avalanche de propaganda que já despejam e despejarão nestes dias, sobretudo com as pesquisas a lhes servirem de disfarces dos seus apetites.
Temos de ter calma, lucidez, coragem, objetividade e disposição para o combate.
O primeiro é saber é que eles não lutam pela vitória, mas por uma sobrevida, por um segundo turno que lhes dê condição de fugirem da verdade acachapante de que a direita tornou-se uma força desprezada pela população. Lutam por mais 30 dias em que possam cevar um “milagre” demoníaco que oculte esta verdade.
Nem mesmo eles ousam estar seguros de que o conseguirão.
Mas sabê-lo não basta, é preciso dizê-lo, dizê-lo a quantos possam nos ouvir e ler.
Temos de ser claros e diretos: se é legítimo votar em Marina Silva, também é legítimo dizer a quem o faz que este voto, mais do que a ela, serve agora à direita e a José Serra. Esta é a verdade nua e crua e, se ela me custar algum voto em minha candidatura a deputado, paciência.
Verdades são para ser ditas, custe o que custar, do contrário serei mais um hipócrita, e de hipócritas o povo brasileiro já se encheu.
Digo claramente o que deve ser dito e é preciso que cada um de nós o faça. A quem estiver caindo no “conto da onda verde”, a quem estiver vacilando por causa da mídia e das pesquisas, a pergunta deve ser esta, e feita de forma direta:
- Então, você vai votar no Serra?
- Vou votar na Marina.
- Não, você está enganado, você vai votar no Serra.
Este é o argumento com a força cortante da verdade. E o choque, talvez, desperte a compreensão deste interlocutor ingênuo, que não percebeu o jogo sujo que se oculta por detrás de um personagem que, pela sua origem e trajetória, pode despertar solidariedade e respeito, mas que, agora, passou a ser, para a direita, a tábua de salvação, provisória que seja, do seu naufrágio.
É hora de cada um de nós – a começar por aquele que tem a empatia de enormes massas do povo brasileiro – conversarmos com cada pessoa, com cada amigo, conhecido, vizinho ou parente.
Nós fazemos parte de um milagre chamado comunicação. Nós somos, aqui, dezenas de milhares e éramos centenas faz pouco tempo. Crescemos e nos unimos com a verdade e o amor ao povo brasileiro e a esta nação.
Acreditem, meus irmãos e minhas irmãs, nesta bandeira limpa, pura, decente e humana que conduzimos. Ela merece a força de nossos braços, o desapego de nossas idéias. Merece toda a nossa energia nesta batalha que quase se finda.
Cada voz, cada mente, cada coração, agora, deve ser posto a serviço do povo brasileiro. Pois a nossa sinceridade é tanta, o nosso amor ao Brasil é tanto, a nossa fé no futuro é tanta que não há mentira capaz de superar a emoção com que podemos nos expressar.
Vamos em frente, em nome do nosso povo. Vamos em frente, e vamos vencer.
domingo, 26 de setembro de 2010
O PIG, o "mar de lama" e os dados do TSE
O PIG, o "mar de lama" e os dados do TSE
A imprensa golpista (PIG) joga com impactos psicológicos sobre a cabeça dos leitores e eleitores. Quando ela insiste em bombar muitas manchetes sobre escândalos, em massa e em série, 24 horas por dia (mesmo sem comprovar nada) a impressão que fica é que nós vivemos num "mar de lama" que o governo só tem corrupto e que o PT (a idéia é demonizar o PT, porque eles são anti-PT acima de tudo) é 100% corrupto.
Foi o que o Carlos Lacerda fez pra derrubar Getúlio Vargas e João Goulart. Criou um clima de “mar de lama” na imprensa e mídia – naquela época a coisa colou – eles tinham a maioria da mídia. Só que hoje eles tem a mídia conservadora que são os grandes veículos de comunicação (Folha, Estadão, Veja, Época, O Globo e TV Globo) mas não tem toda a mídia. Existe a mídia alternativa, pequenos jornais, internet, blogs, etc. – onde a notícia se espalha rapidamente.
Quando se lê a mídia conservadora do PIG, a impressão que se tem é que só existe corrupção no governo Lula – que é todo corrupto – que o PT tomou conta dos aparelhos do Estado e de todo o poder estatal. A mídia blinda a oposição PSDB/DEM/PPS de qualquer denúncia ou de fatos que acontecem na vida real, com os governos estaduais, municipais e os partidos em geral; como também de todos os processos que correm na justiça.
POIS ENTÃO VAMOS CONSIDERAR APENAS ESTES DADOS RELEVANTES, DIVULGADOS PELO TSE (Tribunal Superior Eleitoral), PORTANTO AUTORIDADE DO PODER JUDICIÁRIO CONSIDERADA ISENTA PELOS PARTIDOS POLÍTICOS :
Segundo o TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL - TSE - o ranking da corrupção no Brasil foi o seguinte, medido pela quantidade de políticos cassados por corrupção desde 2000: (últimos 10 anos) :
1º) DEM (69);
2º) PMDB (66);
3º) PSDB (58);
4º) PP (26);
5º) PTB (24);
6º) PDT (23);
7º) PR (17);
8º) PPS (14);
9º) PT (10);
10º) PV, PHS, PRONA, PRP (1);
Como se pode ver o número de corruptos cassados pela coligação demo-tucana é consideravelmente maior do que no PT. O PT está quase em último lugar, só perde para os mini-nanicos (que possuem meia dúzia de deputados cada um).
Eles escondem esta verdade, porque este tipo de notícia não convém divulgar. Na verdade quem são os corruptos ? Ora, pelo passado recente a direita desviou um grande volume de verbas públicas, escandalosas só no processo de "privatização" das estatais durane o governo FHC, que por sinal era blindado pela mesma mídia que ataca o governo Lula. A corrupção no governo FHC era enfiada por debaixo do tapete e ninguém ficava sabendo, já no governo Lula está tudo às claras, transparente pra todo mundo ver, investigar e comparar. E os processos contra o governo, em grande maioria não são comprovados, porque o PIG só denuncia, faz manchete, mas não prova nada. Porque o que fica é a "impressão" de mar de lama, que alguns leitores desavisados acreditam, mas não os 80% da população que aprova o governo Lula.
A imprensa golpista (PIG) joga com impactos psicológicos sobre a cabeça dos leitores e eleitores. Quando ela insiste em bombar muitas manchetes sobre escândalos, em massa e em série, 24 horas por dia (mesmo sem comprovar nada) a impressão que fica é que nós vivemos num "mar de lama" que o governo só tem corrupto e que o PT (a idéia é demonizar o PT, porque eles são anti-PT acima de tudo) é 100% corrupto.
Foi o que o Carlos Lacerda fez pra derrubar Getúlio Vargas e João Goulart. Criou um clima de “mar de lama” na imprensa e mídia – naquela época a coisa colou – eles tinham a maioria da mídia. Só que hoje eles tem a mídia conservadora que são os grandes veículos de comunicação (Folha, Estadão, Veja, Época, O Globo e TV Globo) mas não tem toda a mídia. Existe a mídia alternativa, pequenos jornais, internet, blogs, etc. – onde a notícia se espalha rapidamente.
Quando se lê a mídia conservadora do PIG, a impressão que se tem é que só existe corrupção no governo Lula – que é todo corrupto – que o PT tomou conta dos aparelhos do Estado e de todo o poder estatal. A mídia blinda a oposição PSDB/DEM/PPS de qualquer denúncia ou de fatos que acontecem na vida real, com os governos estaduais, municipais e os partidos em geral; como também de todos os processos que correm na justiça.
POIS ENTÃO VAMOS CONSIDERAR APENAS ESTES DADOS RELEVANTES, DIVULGADOS PELO TSE (Tribunal Superior Eleitoral), PORTANTO AUTORIDADE DO PODER JUDICIÁRIO CONSIDERADA ISENTA PELOS PARTIDOS POLÍTICOS :
Segundo o TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL - TSE - o ranking da corrupção no Brasil foi o seguinte, medido pela quantidade de políticos cassados por corrupção desde 2000: (últimos 10 anos) :
1º) DEM (69);
2º) PMDB (66);
3º) PSDB (58);
4º) PP (26);
5º) PTB (24);
6º) PDT (23);
7º) PR (17);
8º) PPS (14);
9º) PT (10);
10º) PV, PHS, PRONA, PRP (1);
Como se pode ver o número de corruptos cassados pela coligação demo-tucana é consideravelmente maior do que no PT. O PT está quase em último lugar, só perde para os mini-nanicos (que possuem meia dúzia de deputados cada um).
Eles escondem esta verdade, porque este tipo de notícia não convém divulgar. Na verdade quem são os corruptos ? Ora, pelo passado recente a direita desviou um grande volume de verbas públicas, escandalosas só no processo de "privatização" das estatais durane o governo FHC, que por sinal era blindado pela mesma mídia que ataca o governo Lula. A corrupção no governo FHC era enfiada por debaixo do tapete e ninguém ficava sabendo, já no governo Lula está tudo às claras, transparente pra todo mundo ver, investigar e comparar. E os processos contra o governo, em grande maioria não são comprovados, porque o PIG só denuncia, faz manchete, mas não prova nada. Porque o que fica é a "impressão" de mar de lama, que alguns leitores desavisados acreditam, mas não os 80% da população que aprova o governo Lula.
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