A “Fabricação do Consenso” segundo Noam Chomsky
O documentário “Chomsky & Cia”
é de 2008 e explica como a mídia manipula a opinião pública via
fabricação do consenso. Chomsky, considerado o intelectual mais popular e
citado do mundo, também é um ativista. Para mostrar como funciona a fabricação de opinião, Chomsky dá exemplo de dois padres dissidentes da década de 80.
O 1º, polonês, se tornou o símbolo mundial do terror soviético e o 2º,
de El Salvador não teve tanta importância. Em 24 de março de 1980 em El
Salvador, Oscar Romero foi assassinado enquanto rezava missa. Ele lutava
contra a ditadura apoiada, armada e imposta ao seu país pelos EUA. Seu
assassinato causou muito menos comoção que o de seu colega, o padre
Popieluszko em 14 de outubro de 1984, na Polônia. O padre dissidente foi
assassinado pela polícia do poder comunista. A emoção foi muito grande,
a mídia se indignou, o assassinato chegou às manchetes 10 vezes na capa
do The New York Times. Noam Chomky e Edward Herman escreveram um livro
em que estudam detalhadamente os dois assassinatos. Resultado: o padre
dissidente do regime comunista da União Soviética recebe 100 vezes mais
importância que o padre de El Salvador, vítima da ditadura apoiada pelos
EUA.
Mas como essa manipulação se dá? Através de complô,
serviço secreto? Não. Para Chomsky os EUA não são uma ditadura, a mídia é
livre. Mas livre ? Os jornalistas como na França acham que são
totalmente livres. Segundo Chomsky se você não satisfizer determinadas
condições e requisitos você não será um jornalista de destaque. Isso
ilustra a diferença entre estados totalitários e sociedades
democráticas. No estado totalitário, o Estado produz e declara a
política do partido, você tem que aderir. No estado democrático, a
política do partido não é articulada, é pressuposta. Nesse pressuposto
ela promove um debate ardente, mas dentro da estrutura do pressuposto.
Ninguém questiona, é como o ar que respiramos. Ele penetra na política
do partido dando a impressão que há um debate. O termo “fabricação do consenso”
aparece nos anos 1920 criado pelo jornalista Walter Lippman (1889-1974)
: significa ganhar adesão e apoio da opinião pública criando “ilusões
necessárias”. As ilusões podem ser de criação de necessidades
artificiais ou ao contrário a criação do medo, insegurança ou até o
terror ou seja a ilusão que cria a desilusão. Walter Lippman vê o povo
como um rebanho que se perde facilmente por emoções, medo, incapaz de
cuidar de suas coisas, e que deve ser enquadrado, controlado e guiado
por uma elite de tomadores de decisões esclarecidos. As pessoas devem
ser desviadas para ficarem inofensivas, é preciso submergí-las e
atordoá-las com informações, para que não tenham tempo de refletir. Para
Chomsky o triunfo da lavagem cerebral sobre os libertados da democracia
liberal, é obter, sem violência, sem tortura, o que os totalitaristas
conseguem com o uso das armas.
Perguntam ao Chomsky: como o governo influencia a mídia?
Ele responde: o governo não influencia a mídia. É como perguntar: como o
governo pode convencer a General Motors a aumentar os lucros ? Não faz
sentido, a mídia é feita de grandes corporações que tem o mesmo
interesse das empresas que dominam o governo.
Existe uma
diferença entre a opinião pública e a opinião culta (das elites). A
mídia é mais influente nos setores mais cultos e intelectuais, mas muito
menos influente na opinião pública. P.ex. durante a campanha de adesão
da França à União Européia,
as elites e a mídia trabalharam pelo “sim”, enquanto que no referendo
popular o povo foi contra. A opinião culta corresponde às políticas
públicas.
Mas como mudar a opinião pública? Para Chomsky é muito fácil, é só provocar um incidente. Para provocar a guerra do Vietnã,
o presidente Lyndon Johnson só declarou guerra, depois de dizer que o
navio americano Maddox tinha sido atacado pelos comunistas em 1964. Um
relatório oficial comprovou mais tarde que o navio não havia sido
atacado. Outro exemplo: a guerra do Iraque.
Aproveitou-se do 11 de setembro para atacar o Iraque, dizendo que eles
possuiam armas de destruição em massa. Fizeram a guerra (a indústria
bélica prosperou), logo depois descobriu-se que não havia aquelas armas.
Nos dois casos, é bom que se diga, que o governo conseguiu o consenso
(político) para iniciar as guerras, mas mais tarde houve protestos
populares (1968 - Vietnã)) contra as duas guerras. No caso do Iraque, os
americanos conseguiram a adesão de alguns países europeus, mas houve
grandes protestos populares nestes países.
Em
sociedades democráticas a mídia tem um papel: fazer com que a população
absorva os valores, as formas de pensar e a visão do mundo que estão de
acordo com os interesses das elites. O caso dos transgênicos.
No final dos anos 90 os transgênicos eram mal vistos pela população.
Agências foram contratadas para passar mensagens positivas e foi feito
todo um trabalho sobre linguagem, escolhendo as palavras, como
“natureza” e “natural” e omitindo palavras proibidas de serem usadas.
Assim a Monsanto foi aconselhada a usar uma linguagem positiva a favor
dos transgênicos. Mas o caso foi abafado também em outras frentes: as
empresas financiaram todo um complexo de ações para “liberar” os
transgênicos, tais como: influenciar relatórios científicos (até
adulterar alguns), participar de comissões de fiscalização dos governos,
comprar políticos e a batalha judicial. Nesta última eles perderam em
alguns campos em países da Europa, onde são proibidos. Podemos
acrescentar que este caso também serve para diversos outros: o caso do “aspartame”
(que chegou a ser proibido e depois liberado pela FDA, órgão que passou
a ser controlado pela indústria farmacêutica) e no Brasil, o caso dos “agrotóxicos”
(hoje vários movimentos sociais estão lutando pela proibição deles -
pelo menos dos mais perigosos que já provocaram várias mortes, câncer e
envenenamento).
Mudanças Climáticas.
Matéria catastrófica foi publicada sobre o acidente da Exxon no mar,
provocando mortes e poluição. A Exxon Mobil prometeu US$10 mil a
cientistas que escrevessem artigos que diminuíssem a importância das
mudanças climáticas. Patrick Michaels, prof. Phd começa a discordar dos
cientistas que pregam o aquecimento global. Aparece em todos os jornais e
manchetes. Ele diz que há um esfriamento e a mídia divulga que ele diz a
verdade. Aquecimento global vira resfriamento global.
Mas Patrick tem uma pequena ligação com a Exxon. A Exxon financiou 40
grupos de lobistas para pressionarem o domínio político, mídia e
científico. E isso pode explicar porque Chomsky afirma que não há compatibilidade entre capitalismo e democracia. As corporações são tirânicas,
anti-democráticas: são as instituições que mais se aproximam do estado
totalitário, que não se sentem em obrigações com o povo. E são predadoras.
Elas dominam a mídia e o Estado. Para o povo se defender destes
predadores, o único instrumento que eles tem é o próprio Estado. Não é
uma arma muito poderosa, porque o Estado é aliado destes predadores.
Chomsky prega a democracia industrial.
Democracia industrial significa que os trabalhadores vão controlar as
instituições, as fábricas, o comércio a distribuição e as comunidades.
Associações voluntárias vão substituir o Estado no futuro. São os sovietes ?
(pergunta do repórter): Eram os sovietes, mas temos de lembrar que a
primeira coisa que Lenin e Trotsky fizeram foi destruir os sovietes e os
conselhos dos trabalhadores. E todas as instituições democráticas onde
estavam as pessoas.
Para Jean Bricmont, professor da Universidade de Louvain, é difícil classificar Chomsky,
ele é muito original, não se classifica nas correntes tradicionais
(marxista, leninista, trotskista, esquerdista, socialista, não é
liberal, nem Nietszche, nem Heidegger) suas raízes se encontram no
Iluminismo, no positivismo lógico do sec. 20, na obra de Russell, no
trabalho dos anarquistas pouco conhecidos (Roquere, Abad, Santillán),
nos marxistas antileninistas dos conselhos, mas como grande pensador seu
pensamento é original. Não podemos reduzi-lo a uma corrente apenas. Ele se diz “anarcossocialista”.
Daniel Miranda Soares é economista e administrador público aposentado, ex-professor universitário.
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
IBGE explica por que a elite odeia tanto o Lula
IBGE explica por que a elite odeia Lula
Foi uma luta para encontrar dados que mostrassem a evolução do índice de
Gini do Brasil entre 1995 e 2010. A mídia esconde esses dados porque
mostram um fato que destrói a versão que vem sendo alardeada após a
divulgação da maior queda de concentração de renda no Brasil durante os
últimos 50 anos, de que ocorreu nos governos FHC e Lula.
Em primeiro lugar, o noticiário deixa claro um fato sobre o qual pouco
se fala: a ditadura militar (1964-1985) foi implantada para concentrar
renda, ou seja, para tornar os ricos mais ricos e os pobres, mais
pobres. Em 1960, antes da ditadura, o índice de Gini era de 0,537 e, em
1995, estava em 0,600. A concentração de renda foi brutal, no período.
Mas o fato mais contemporâneo também
é surpreendente e pode ser bem constatado no gráfico acima: durante o
primeiro mandato de FHC, a desigualdade permaneceu praticamente intocada
e só caiu um pouco a partir do segundo mandato. Já no governo Lula, a
queda foi impressionante, fazendo o índice de Gini cair a 0,530 – quanto
mais próxima de zero, menor é a concentração de renda.
O IBGE também explica por que os estratos superiores da pirâmide social odeiam tanto Lula. Entre
os 20% mais ricos, que se concentram no Sul e no Sudeste, a
escolaridade aumentou 8,1% e a renda cresceu 8,9%. No recorte dos 20%
mais pobres, que ficam no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste, a
escolaridade aumentou 55,6%, e foi acompanhada de um aumento de renda de
49,5%.
Por etnia, os negros também experimentaram aumento de renda muito maior
do que os brancos, vale dizer. Sobretudo porque negros e descendentes de
negros são muito mais numerosos no Norte e no Nordeste.
O governo FHC é tão defendido pelos ricos, que também são donos da
mídia, porque foi o que puderam conseguir em termos de, se não aumentar a
concentração de renda, ao menos retardar a sua queda. Lula virou as
costas para a elite e promoveu a maior distribuição de renda da história
deste país. Por isso a elite branca do Sul e do Sudeste o odeia com
tanto fervor.
COMENTÁRIO DE INTERNAUTA
Fernando
04/05/2011Análise PERFEITA.
Não é só o fato de ser operário, nordestino ou analfabeto que a elite odeia o Lula , é o caminho que ele optou por trilhar, é pelo fato de dar esperança, trabalho , dignidade e cidadania a uma massa monumental de brasileiros que sempre ficaram a margem dos benefícios dos eventuais crescimento da nação nos diversos momentos históricos em que esse fato ocorreu.
Fazem de tudo para esconder tal feito, mas a internet esta aí para divulgar e nos manter informados, sem dúvida o melhor retrato do que foi o governo Lula , um resumo do que de melhor esse governo deixou de legado para esse país, que a Dilma continue trilhando esse caminho para erradicarmos os 16 milhões de miseráveis restantes no país.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Direita faz festas com quatro factóides da semana
DIREITA FAZ FESTAS COM QUATRO FACTOIDES
1)Deserção da médica cubana, 2) prisão de Pizzolato na Itália; 3) Apagão energético; e 4) Queda das ações da Petrobrás.
OS QUATRO SÃO FACTÓIDES, pseudo-escândalos, porque não representam repercussões negativas para o governo e não prejudicam a população. Mas representam para a oposição direitista e a mídia conservadora a possibilidade de desgastar a imagem do governo, tendo em vista que este ano é ano eleitoral.
1)A médica cubana, deserdora, só queria ir para Miami encontrar o namorado e deu corda pra direita aprontar um escândalo. Dos 5.500 médicos cubanos do programa Mais Médicos,apenas 17 voltaram para casa,o índice de deserção de médicos cubanos é de apenas 0,1% do total. Logo que um desiste ele pode ser substituito imediatamente. Portanto não representa danos à população. Mas a direita faz festa e o Jornal Nacional coloca 10 minutos no ar só sobre o caso, dando voz ao deputado do DEM, Ronaldo Caiado para falar mal do Programa.
2)Pizzolato não deve ser extraditado e poderá ter julgamento na Itália, quando terá chances de expor as fraudes de seu pseudo-julgamento aqui no Brasil, quando foi condenado sem provas pelo STF no famoso e midiático "mensalão", o maior julgamento do século. Pseudo maior julgamento do século, pois o valor envolvido o colocaria bem abaixo de outros mensalões que ainda não foram julgados, porque a justiça blinda o tucanato.
3)O Apagão energético só durou 30 minutos e foi só uma interrupção em uma linha de transmissão - não representou nenhuma crise de energia nem racionamento, pois não há falta de energia, mesmo com falta de chuva, pois ainda temos as termoelétricas. O Brasil só usa 84 mil megawatt de seu potencial de 127 mil megawatts.
4) A queda das ações da Petrobrás é um caso interessante que engana parte da própria Mídia e outra parte só faz isso para queimar o governo. As análises são enviesadas de propósito.
Jornais derrubam Petrobras. E a turma da bufunfa lambe os beiços com o que vai ganhar. É ISSO O QUE ACONTECEU, JORNAIS ESPINAFRAM A PETROBRÁS começando com análises do Bank of América/Merryl Linch que em setembro do ano passado divulgava boatos sobre a Petrobrás. A Mídia brasileira, submissa e colonizada cai na jogada e repercute. LOGO, as ações caem,e continuam a cair. Em Janeiro deste ano atingem um ponto bem baixo, R$15,00. Entre 20 e 23 de janeiro o banco americano compra 16 milhões de ações da Petrobrás. Ora, mas a empresa não estava quebrando? Com isso, é lógico, o valor de mercado do patrimônio da empresa cai bastante e vira manchete na Globo. Mas como é jogo de mercado,logo, logo, a empresa recupera seu valor verdadeiro, depois que passar o boato, daqui a alguns meses.
DESENHANDO PRA ENTENDER MELHOR. O velho jogo do mercado financeiro, você espalha boatos, as ações caem de preço, aí você compra ações na BAIXA. E ESPERA. Quando elas valorizarem novamente você vende na ALTA. SIMPLES não? E A GLOBO FAZ O JOGO DO MERCADO, MAS APROVEITA PRA DESGASTAR O GOVERNO.
As manchetes tentam faturar contra o governo. Vejam esta do 247, site do Daniel Dantas. Diz o blog : "Além da deserção da médica cubana Ramona Rodriguez e da prisão do petista de carteirinha Henrique Pizzolato, na Itália, queda de ações da Petrobras na Bolsa e repercussões do apagão energético em seis Estados esboçaram quadro de inferno astral para partido e o governo" http://www.brasil247.com/pt/247/poder/129293/Direita-em-festa-com-apag%C3%A3o-cubana-e-Pizzolato.htm
Como diz o próprio jornal eletrônico : "no ano eleitoral, más notícias para a esquerda fazem a festa da direita". Resta saber se o povo vai acreditar nestes factóides da mídia e dos partidos de oposição. Sabe-se que o povo hoje acessa mais a internet do que a televisão e que cerca de 70% dos brasileiros não acreditam no que a mídia diz, principalmente a TV.
Daniel Miranda Soares é economista e administrador público aposentado, ex-professor de Economia.
1)Deserção da médica cubana, 2) prisão de Pizzolato na Itália; 3) Apagão energético; e 4) Queda das ações da Petrobrás.
OS QUATRO SÃO FACTÓIDES, pseudo-escândalos, porque não representam repercussões negativas para o governo e não prejudicam a população. Mas representam para a oposição direitista e a mídia conservadora a possibilidade de desgastar a imagem do governo, tendo em vista que este ano é ano eleitoral.
1)A médica cubana, deserdora, só queria ir para Miami encontrar o namorado e deu corda pra direita aprontar um escândalo. Dos 5.500 médicos cubanos do programa Mais Médicos,apenas 17 voltaram para casa,o índice de deserção de médicos cubanos é de apenas 0,1% do total. Logo que um desiste ele pode ser substituito imediatamente. Portanto não representa danos à população. Mas a direita faz festa e o Jornal Nacional coloca 10 minutos no ar só sobre o caso, dando voz ao deputado do DEM, Ronaldo Caiado para falar mal do Programa.
2)Pizzolato não deve ser extraditado e poderá ter julgamento na Itália, quando terá chances de expor as fraudes de seu pseudo-julgamento aqui no Brasil, quando foi condenado sem provas pelo STF no famoso e midiático "mensalão", o maior julgamento do século. Pseudo maior julgamento do século, pois o valor envolvido o colocaria bem abaixo de outros mensalões que ainda não foram julgados, porque a justiça blinda o tucanato.
3)O Apagão energético só durou 30 minutos e foi só uma interrupção em uma linha de transmissão - não representou nenhuma crise de energia nem racionamento, pois não há falta de energia, mesmo com falta de chuva, pois ainda temos as termoelétricas. O Brasil só usa 84 mil megawatt de seu potencial de 127 mil megawatts.
4) A queda das ações da Petrobrás é um caso interessante que engana parte da própria Mídia e outra parte só faz isso para queimar o governo. As análises são enviesadas de propósito.
Jornais derrubam Petrobras. E a turma da bufunfa lambe os beiços com o que vai ganhar. É ISSO O QUE ACONTECEU, JORNAIS ESPINAFRAM A PETROBRÁS começando com análises do Bank of América/Merryl Linch que em setembro do ano passado divulgava boatos sobre a Petrobrás. A Mídia brasileira, submissa e colonizada cai na jogada e repercute. LOGO, as ações caem,e continuam a cair. Em Janeiro deste ano atingem um ponto bem baixo, R$15,00. Entre 20 e 23 de janeiro o banco americano compra 16 milhões de ações da Petrobrás. Ora, mas a empresa não estava quebrando? Com isso, é lógico, o valor de mercado do patrimônio da empresa cai bastante e vira manchete na Globo. Mas como é jogo de mercado,logo, logo, a empresa recupera seu valor verdadeiro, depois que passar o boato, daqui a alguns meses.
DESENHANDO PRA ENTENDER MELHOR. O velho jogo do mercado financeiro, você espalha boatos, as ações caem de preço, aí você compra ações na BAIXA. E ESPERA. Quando elas valorizarem novamente você vende na ALTA. SIMPLES não? E A GLOBO FAZ O JOGO DO MERCADO, MAS APROVEITA PRA DESGASTAR O GOVERNO.
As manchetes tentam faturar contra o governo. Vejam esta do 247, site do Daniel Dantas. Diz o blog : "Além da deserção da médica cubana Ramona Rodriguez e da prisão do petista de carteirinha Henrique Pizzolato, na Itália, queda de ações da Petrobras na Bolsa e repercussões do apagão energético em seis Estados esboçaram quadro de inferno astral para partido e o governo" http://www.brasil247.com/pt/247/poder/129293/Direita-em-festa-com-apag%C3%A3o-cubana-e-Pizzolato.htm
Como diz o próprio jornal eletrônico : "no ano eleitoral, más notícias para a esquerda fazem a festa da direita". Resta saber se o povo vai acreditar nestes factóides da mídia e dos partidos de oposição. Sabe-se que o povo hoje acessa mais a internet do que a televisão e que cerca de 70% dos brasileiros não acreditam no que a mídia diz, principalmente a TV.
Daniel Miranda Soares é economista e administrador público aposentado, ex-professor de Economia.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Pilhar e expatriar : Princípio e fim da elite brasileira
Princípio e fim da elite brasileira: pilhar e expatriar
LULA MIRANDA 10 de Janeiro de 2014
Quando conhecemos os princípios – ou a falta destes – das nossas elites e dos nossos governantes mais conservadores e reacionários, fica fácil entender porque existe a indigência, a pobreza, a violência
O princípio do poder imperial, na época do colonialismo, podia ser resumido a essas duas ações: saquear e expatriar. O "direito" ditado pelo chamado poder de guerra e seus consequentes "espólios" é bastante conhecido. Você deve saber que a maior parte das obras de arte expostas nos grandes museus da Europa é oriunda de pilhagens e "expropriações" nas guerras. Deve saber também que países desenvolvidos e "civilizados" da Europa, como Holanda, Inglaterra, Alemanha, Espanha e Portugal fizeram sua acumulação primitiva de capital escravizando povos, extraindo riqueza das "suas" colônias e remetendo para a metrópole. Isso a gente aprende nas aulas de história.Sociólogos e antropólogos variados já escreveram diversos ensaios e tratados onde analisam e documentam que, depois que as antigas colônias conseguiram sua suposta e só aparente independência, as elites governantes, que ficam e assumem o manietado poder local, curiosamente, ainda mantinham entranhados em seus hábitos e costumes o princípio da subordinação, mas, principalmente, o da pilhagem e da expropriação aprendidos com os colonizadores europeus.
Esse, segundo os estudos e análises desses diversos intelectuais, seria, grosso modo, uma espécie de "determinismo econômico-cultural", de "fatalismo": a grande mazela ou cacoete atávico que acomete nossas elites.
Algo que também poderia ser denominada de "síndrome do Dilúvio" ou "síndrome da arca de Noé. Ou ainda, num linguajar mais popular de nossas áridas paragens, o velho determinismo do ditado "farinha pouca, meu pirão primeiro".
Parece-me nítido que não havia, e, creio, ainda não há, da parte de porção significativa de nossas elites, uma preocupação em construir uma nação lastreada nos mais básicos princípios civilizatórios e comprometida com o bem-estar de seu povo.
Parecem, no fundo, por mais incrível que isso possa soar, movidos pelo mesmo impulso bestial que move populações mais pobres quando diante de uma carga tombada em um acidente na estrada, por exemplo: "quero é garantir o meu e dos meus. O resto não importa".
O "detalhe" é que, em verdade, o aludido "resto" é o que de fato importa.
Resolvi escrever esse artigo depois que li, em matéria publicada no blog Diário do Centro do Mundo, que a governadora Roseana Sarney teria depositado a soma de 150 milhões de dólares (cerca de R$360 milhões em valores de hoje) nas ilhas Cayman (ou Caimã), segundo informações vazadas pelo Wikileaks lá atrás, em 2009. Se verídica essa informação, o crime dessa governante se agiganta e se torna ainda mais grave do que já é em si. Pois, sabemos todos, o Maranhão é um dos estados brasileiros que vive afundado na mais aviltante pobreza.
Pilhagem e expatriação.
Um ministro do Supremo recentemente comprou um apartamento em Miami. É um direito dele, ninguém questiona isso. Mas a mimese aqui é semelhante a da síndrome dos crioulos colonizados, os brancos nascidos na América, mas descendentes de europeus. Veja bem: um cidadão negro, de origem humilde, sobe na vida por seus próprios esforços, méritos e talentos, mas "ao fim e ao cabo" assume a mesma postura da elite branca, brega e rastaquera: assegura a sua "arca de Noé" no "paraíso" de Miami. Afinal, amanhã ou depois poderá advir o grande Dilúvio e é preciso preservar a própria espécie. Não é mesmo?
Essas notícias não trazem em si nenhuma novidade. Paulo Maluf foi acusado de possuir centenas de milhões de dólares em contas em outro paraíso fiscal – o que ele nega peremptoriamente. Inúmeros outros governantes já foram acusados de possuir semelhante "poupança" – já que o velho, bom e honesto "porquinho" tornou-se brincadeira de criança.
Recentemente, foram descobertas somas milionárias escondidas na Suíça. Depósitos que teriam sido feitos a título de propina em nome de operadores ligados a políticos do PSDB e do PPS. Certamente há, nos chamados "paraísos fiscais", também depósitos feitos por operadores do PT, do PMDB, do PSB, do PTB etc. Mas, como se sabe, é tudo "mentira": "intrigas da oposição"; tudo parte integrante do nosso "folclore político".
Quando conhecemos os princípios – ou a falta destes – das nossas elites e dos nossos governantes mais conservadores e reacionários, fica fácil entender porque existe a indigência, a pobreza, a violência, os latifúndios improdutivos ou o flagelo causado pela seca. Podemos aprender alguns "fins" ou os "porquês".
1º: pelo qual motivo os presidiários são tantos e amontoados como se fossem dejetos humanos em diminutos e superlotados catres.
2º: por que surgiram os comandos e o crime organizado que hoje dominam os presídios e favelas, oprimem o cidadão de bem e submetem o próprio Estado.
3º: por que os pobres não recebem um atendimento minimamente digno nos hospitais e postos de saúde.
4º: por que a educação pública é tão ruim.
5º: por que os ônibus e metrôs são tão poucos e superlotados.
6º: por que o déficit habitacional é tão grande (faltam cerca de 7 a 8 milhões de moradias para abrigar a população mais carente); por que os aluguéis são tão caros.
7º: por que os melhores empregos são para os filhos dos brancos.
Todo esse elenco de iniquidades é fruto de séculos de dominação por uma elite inescrupulosa e egoísta. É fruto da pilhagem, expropriação e expatriação das riquezas da nação. Mas esse sua natureza, inescrupulosa e egoísta, carrega em si o germe da sua própria destruição. Ou seja, os seus princípios espúrios determinarão a sua própria ruína, o seu próprio fim.
O único caminho possível, para muito além do velho proselitismo político e das mentiras e hipocrisia seculares, é procurarmos trilhar uma política cada vez mais progressista e humanista, unindo os melhores talentos da sociedade com esse fim: o da construção de uma sociedade mais justa, e por isso menos desigual.
Assim deve prosseguir caminhando firmemente o Brasil.
Assim caminham os principais países da América Latina – e até mesmo os EUA.
Assim deve caminhar a Humanidade.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
PERSPECTIVAS PARA 2014
PERSPECTIVAS
PARA 2014 - “o Brasil é um BMW”
Num
editorial histórico, publicado nos jornais brasileiros, que hoje
praticam um pessimismo militante, a montadora alemã BMW dá uma
lição aos fracassomaníacos : “Ultimamente, parece que está na
moda questionar a capacidade do Brasil. A capacidade do País de
realizar, de crescer, de ser grande, de ser o país que todo mundo
espera e precisa. Permitam-nos discordar inteiramente dessa
percepção. Para nós, o Brasil é um BMW....”, diz o texto. “Se
alguns duvidam do Brasil, nós investimos 200 milhões de euros”...
"Estamos orgulhosos de nos tornarmos um pouco mais
brasileiros"....“Se ficam com o pé atrás, nós
pisamos no acelerador” : afirmou o diretor da empresa para
as Américas, Ludwig Willisch. Ao
que tudo indica, os alemães não se informam pela imprensa
brasileira, eles tomam suas decisões levando em conta suas próprias
análises sobre a economia brasileira.
O ano de 2013 ficará marcado pelo alto investimento de
montadoras no mercado brasileiro, que soma R$ 5,2 bilhões. Em
outubro, a Daimler anunciou que vai construir uma fábrica de
automóveis Mercedes-Benz no país, .....Duas semanas antes, a Audi,
unidade da Volkswagen, afirmou que vai investir cerca de 150 milhões
de euros para produzir o Q3 e o sedã A3 em São José dos Pinhais
(PR) a partir de 2015....A britânica Jaguar Land Rover vai construir
sua primeira fábrica de veículos em Itatiaia, no interior do Rio de
Janeiro, em investimento de cerca de 1 bilhão de reais....
O
governo federal acaba de divulgar um número que derruba o último
pilar do
terrorismo
econômico,
focado no chamado descontrole dos gastos públicos; superávit
primário (que mede receitas menos despesas, antes dos gastos com
juros) registrado em novembro ficou em R$ 28,8 bilhões; número é
recorde e eleva o saldo acumulado do ano a R$ 62,4 bilhões; “É
o melhor resultado da série e mostra o que vínhamos falando antes:
que iríamos cumprir a meta de R$ 73 bilhões. Estávamos corretos",
disse o secretário do Tesouro, Arno Augustin; vitória também do
ministro Guido Mantega, que vinha sendo atacado pela suposta
"contabilidade criativa".
Fazendo
uma RETROSPECTIVA
DE 2013,
vamos ver que não aconteceu o desastre e o caos econômico previsto
pela Mídia Oposicionista :
1)
O
apagão que não houve.
O
ano de 2013 começou com garantias expressas de figurões da mídia,
como a colunista Eliane Cantanhêde, do jornal Folha de S. Paulo, de
que o Brasil viveria um apagão de energia. Rebatia-se, com a
arrogância típica da antiga grande imprensa, que as autoridades
estavam simplesmente mentindo para o público.....O
que se viu, no entanto, foi uma grande ‘barriga’ – nome dado a
erros crassos de jornalistas – dos articulistas. O apagão não
veio.
2.
A
inflação que não disparou
À
medida em que o fantasma do apagão de energia nem saiu do armário,
os proclamados especialistas procuraram outra assombração. Nada
melhor, àquela altura, para amedrontar o público, do que o dragão
da inflação – simbolizado, em capas ridículas de Veja e Época,
nas altas sazonais do tomate....notáveis
como a colunista Miram Leitão, de O Globo, baixaram suas cartas na
certeza de que a meta de 6,5% do Banco Central seria estourada logo
depois da metade do ano....o economista-chefe e sócio do banco Itaú
Unibanco, Ilan Goldfajn, pediu que as autoridades provocassem o
“esfriamento” da economia, e deixou claro que, para ele, somente
o desemprego poderia frear a demanda e, assim, normalizar os preços
dos mais diferentes produtos....O que se tem agora, quando 2013 chega
ao fim, é um recorde histórico na geração de empregos, que foi a
maior do País desde 2002. E, ainda, o que há é uma taxa de
inflação projetada que não chegará aos 6%, permanecendo abaixo da
meta de até 6,5% estabelecida pelo Banco Central.
3.
Os
empresários que continuam otimistas
Nos
últimos três meses, a moda nas páginas econômicas dos chamados
jornalões foi abrir espaço para quem dizia que a paciência dos
empresários com o governo federal estava por um triz. Neste
final de ano, porém, pesquisa da Confederação Nacional da
Indústria (CNI) apontou otimismo para 2014.
4.
Concessões
foram um sucesso
A
partir da batida do martelo do campo de Libra, do pré-sal, em
outubro, que resultou em bônus de R$ 15 bilhões para o caixa do
governo, a administração federal leiloou aeroportos e estradas com
forte rebaixamento de pedágios e altos pagamentos pela exploração
dos equipamentos. Caiu por terra todo o mau agouro dos que apostavam
no fracasso. Como disse o Wall Street Journal, em razão do bem
sucedido programa de concessões, a presidente Dilma fecha 2013 “em
alta”.
Por
último,
segundo Luís Nassif, como
a
mídia transformou crescimento das vendas de fim de ano em
surpreendente “fracasso”.
Manchete da Folha:
“Comércio tem o pior resultado no Natal em 11 anos”.Manchete
do Estadão:
“Com crédito contido e juros altos, vendas de Natal decepcionam”.
Ambos os jornais trabalham em cima de dados da Serasa Experian e da
Alshop, a associação dos lojistas de shoppings. A Serasa trabalha
especificamente com pedidos de informação para crédito. Houve
retração no crédito, mas a maior ferramenta de vendas têm sido o
parcelamento (em até dez vezes) em cartões de crédito e de loja.
Os jornalões trataram os dados da Serasa como se representassem o
universo total de vendas. As vendas em shoppings deixam de lado o
comércio para classes C e D – justamente as que mais vêm
crescendo. Mesmo assim, os jornalões trataram os dados como se
representassem o todo. Os jornalões deixaram de lado o comércio
eletrônico – que tem sido o principal competidor das lojas de
shopping. Em 2013 os shoppings centers venderam R$138 bilhões, 8% a
mais do que em 2012. O comércio eletrônico vendeu R$23 bilhões, ou
45% a mais do que em 2012. Somando
a venda dos dois segmentos, saltou de R$151 bilhões em 2012 para
R$161 bilhões em 2013, aumento de expressivos 12%. Nos últimos 11
anos, as vendas de Natal sempre cresceram em relação ao ano
anterior, o que transforma este no melhor Natal da série.
Pode-se
fazer uma caricatura da
imprensa brasileira, bem próxima da
realidade, citando o post reproduzido milhões de vezes no Facebook
chamado “Super Retrospectiva
Míriam Leitão”, em que a jornalista da Globo repete o mesmo
quadrinho, de 2003 a 2013, com estes mesmos dizeres: “tá
tudo errado, inflação vai subir, PIB vai despencar, juros vão
disparar, Petrobrás vai falir, Brasil vai quebrar.”. Retrata assim
uma imprensa pessimista, fracassomaníaca, combatendo a política
econômica do governo e fazendo sua opção neoliberal. A mídia
oposicionista na verdade prega alta dos juros pra beneficiar os
banqueiros e a privatização da Petrobrás e outras estatais no
modelo neoliberal
dos anos 1990. Todo mundo sabe que a crise atual no sistema
capitalista é consequência do fracasso desse modelo. Exatamente a
falta de regulamentação do
Estado sobre o mercado financeiro é que está na raiz da crise atual
que
se iniciou nos EUA e depois se espalhou pelo mundo. Porque ainda
insistem neste modelo só pode ser explicado pelo poder que eles
ainda exercem na política.
América
do Sul é uma exceção no mundo ocidental, porque já tinha sentido
na pele o fracasso desse modelo nos anos 1990, bem antes da crise de
2008. O sucesso das economias sul-americanas nos 2000 se deve às
intervenções do Estado na economia (modelo
keynesiano)
estimulando o crescimento econômico e a ampliação do mercado
interno via distribuição de renda e geração de emprego. No Brasil
a economia continua crescendo com índices pequenos mas positivos (no
modelo liberal esse crescimento seria negativo), com recorde de
empregos acumulados, menor
taxa de desemprego da história, inflação
na meta, renda em alta, dívidas em baixa e distribuição de renda.
O modelo liberal provocaria a recessão com juros altíssimos, queda
na produção e aumento do desemprego. O governo Lula (ainda sem a
crise mundial) cresceu em média quase 5% ao ano, enquanto que no
governo Dilma esse ritmo cai pela metade, influenciado pelos efeitos
da crise mundial, que atinge o mundo inteiro inclusive os Brics.
O desempenho da
economia brasileira de janeiro a setembro deste ano, mostra
recuperação em relação ao ano passado, com expansão puxada pelos
investimentos que cresceram 6,5%
neste período. O número é mais do que o dobro do crescimento do
PIB de 2,4% neste mesmo período, segundo o IPEA. Fernando Brito,
coordenador de Estudos de Conjuntura do IPEA, disse à Agência
Brasil que o crescimento dos investimentos tem ajudado a compensar a
desaceleração do consumo das famílias. Isso significa que o
aumento do nível de investimentos mantém a economia crescendo.
Novas concessões na área de logística (rodovias, aeroportos,etc.)
podem gerar investimentos gradativos a
partir de 2014. Quando entrar em
operação no início de 2014, a P-62
vai produzir 180 mil barris de petróleo (só
ela, 9% da produção atual) e 6 milhões de m³ de gás (a
plataforma é a nona da Petrobras entregue este ano: juntas, elas tem
uma capacidade de produção de 1,5 milhão de barris por dia). A
refinaria Abreu e Lima (Suape, Pernambuco), quando estiver em
funcionamento (2014), terá capacidade de processar 230 mil bpd de
petróleo pesado (22% em
relação à produção atual), significando menos importação e
mais alívio nas contas externas. A Petrobrás vai saltar do patamar
atual de 2 milhões de barris/dia para 4,2 milhões de barris/dia, em
2020 (com mais 30 novas plataformas): além de atender a demanda
interna vai poder exportar. Portanto, ao
contrário do que a mídia sugere, a situação é de otimismo para
2014.
A situação
internacional está melhorando. Na semana passada, o FMI anunciou o
início da recuperação sustentada da economia dos Estados Unidos. O
Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU prevê
estimativas mais elevadas para 2014, com o fim da "prolongada
recessão" na zona do euro, assim como a capacidade de Índia e
China de "conter" a desaceleração dos últimos dois anos.
Daniel Miranda
Soares é economista e administrador público aposentado, ex-técnico
da FJP.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
PETROBRÁS: notícias que você não vê por aí.
A descarada sabotagem midiática à Petrobrás
(Notícias que o PIG não faz questão de divulgar)
A segunda parte do texto que aponta a descarada sabotagem midiática
contra o Brasil, contra os brasileiros, feita por brasileiros dos mais
altos estratos sociais, não tem como objetivo pintar um país de
maravilhas, livre de mazelas sociais históricas.
Ainda muito precisa ser feito em questões importantes como a reforma
agrária e a democratização dos meios de comunicação, por exemplo. Os
lucros dos grandes empresários continuam aviltantes frente a um
resquício de miséria que persiste. A desigualdade na cobrança de
impostos e sua má aplicação são questões que não podem continuar à
espera de mobilizações ou soluções que não se concluem. Não é possível
que ricos continuem pagando menos taxas, proporcionalmente, que os mais
pobres.
Equacionar estas disparidades é essencial para o país firmar-se, com
mais vigor e capital político incontestável, como exemplo de justiça
social e cidadania para o planeta.
O Brasil tem conseguido ótimos resultados nas áreas sociais, mas também
na sua capacidade de empreender e gerir negócios de grande complexidade.
O Estado brasileiro está a frente de empreitadas desafiadoras e que
requerem grande esforço de seus gestores e executores.
Apesar de toda oposição midiática feita à Petrobrás, a estatal completou
60 anos com motivos de sobra para orgulhar cada brasileiro pela sua
trajetória e capacidade técnica a serviço do país. Em recentes pesquisas
de mercado, a empresa é considerada pelos mais jovens o melhor lugar
para trabalhar, apesar das constantes páginas negativas que a imprensa
lhe dedica.
O país detém hoje uma das maiores reservas petrolíferas do mundo e a
Petrobrás estará presente em todos os campos exploratórios deste enorme
tesouro. As descobertas de novos campos de petróleo, com gigantescas
reservas de boa qualidade de óleo fazem da estatal brasileira agente do
desenvolvimento nacional, com a propriedade de quem tem expertise em
exploração em águas profundas e trabalha para o país há mais de seis
décadas.
Mas não é o que se lê no jornalismo dito especializado em economia [na
verdade político travestido de economia] sobre a Petrobrás.
Como seria possível uma empresa com uma longa história de sucesso em sua
área e montada sobre uma imensa riqueza que ajudou a descobrir, que é o
pré-sal, estar prestes ao irreversível estado de insolvência? Mas se o
leitor apenas considerar o que a imprensa, em sua maioria, publica sobre
ela, chegaria a esta obtusa certeza de fracasso.
O descolamento midiático da realidade vigente ocorre porque, apesar de
todo esforço em denegrir e sabotar a empresa e o país, os jovens sonham
em trabalhar na Petrobrás. Ou seja, boa parte dos brasileiros não
consideram o que a imprensa roga para a Petrobrás.
Os argumentos lançados contra
a empresa são frágeis tentam levar a opinião pública a crer que a
estatal não será capaz de levar a cabo todo o trabalho de exploração que
se iniciará em breve, que o melhor seria destituir o atual regime de partilha* do pré-sal, que obriga a participação da Petrobrás em todos os leilões em 30% e voltar ao regime de concessão**,
em que as empresas estrangeiras teriam total liberdade para sugar
nossas riquezas, indenizando a sociedade brasileira com “alguns
trocados” comparado às gigantescas jazidas descobertas.
Simplificando: Os ataques especulativos à Petrobrás, na verdade
significam a defesa das empresas transnacionais de petróleo que, segundo
o Wikileaks revelou em 2010,
aguardavam uma vitória de José Serra para tomar de assalto o pré-sal.
Ou seja, o noticiário sobre a empresa tem sido construído,
milimetricamente, de maneira covarde e, meramente, de cunho político
para causar prejuízos financeiros a empresa e retirá-la do jogo.
Pois bem, apesar do sombrio futuro desenhado pela grande mídia, o cenário é positivo e os números são impressionantes.
Na economia por exemplo, serão necessários US$ 500 bilhões de
investimento no setor de óleo e gás brasileiro até 2025 para colocar de
pé as metas da estatal. As projeções da companhia, conhecidas até agora,
são de produzir 4,2 milhões de barris de petróleo por dia em 2020 ou
5,2 milhões de barris de óleo equivalente se for contabilizado o gás
natural.
A indústria naval será a maior a beneficiária do total de investimento
previsto e isto não se dará ao caso, é política de governo. Desde Lula
quando este setor foi revitalizado, projeções apontam que empregará
cerca de 100 mil trabalhadores e terá o mesmo tamanho da indústria
automobilística em 2015.
Quatro novas refinarias estão sendo construídas para ampliar a
capacidade de refino de petróleo no país, no Rio de Janeiro (Comperj),
Pernambuco (Abreu e Lima), Maranhão (Premium 1) e Ceará (Premium 2), que
consumirão cerca de US35 bilhões somente do plano de negócios da
Petrobrás, investimentos que não eram feitos há décadas e que nos
tornaram dependentes das importações de óleo refinado, fato que
desequilibra as contas da companhia e impacta, negativamente, no balanço
do comércio exterior brasileiro.
Para a Petrobrás poder cumprir suas metas terá que contar com
quantidades gigantescas de aço, linhas de transferência, equipamentos
submarinos, sondas de perfuração e dutos, entre outros materiais de alta
complexidade. Isto significa que a indústria brasileira será uma de
suas maiores beneficiárias, de acordo com a determinação do governo, que diz respeito ao uso de, pelo menos, 65% de componentes nacionais nas encomendas da petroleira, consequentemente,
os trabalhadores do setor serão beneficiados com a geração de mais
empregos e renda. Para se ter uma dimensão do tamanho das encomendas à
indústria, calcula-se que serão necessárias 630 mil toneladas de aço
estrutural, 7.800 quilômetros de linhas flutuantes (que conectam os
poços às plataformas) instaladas em águas cada vez mais profundas, 1,5
mil novas arvores de natal molhadas (cada uma custando cerca de US$ 30
milhões), 52 mil toneladas de tubulações e 75 mil toneladas de
equipamentos submarinos, segundo estudos da consultoria IHS.
Somente o campo de Libra vai demandar cerca U$80 bilhões de
investimentos nos próximos 10 anos, segundo cálculos do Ministério da
Fazenda. O campo de Libra possui, segundo estiva da ANP, entre 8 e 12
bilhões de barris de petróleo, a IHS projeta cerca de 18 bilhões de
barris, mas se for considerado o menor valor, ainda assim é considerado a
maior descoberta do mundo desde 2008.
Aliás, o sucesso do leilão de Libra também destruiu outra falácia
sabotadora, contra a empresa e contra o Brasil, de que não somos
atrativos aos investidores estrangeiros. O resultado do certame
contrariou os agourentos que dão plantão na mídia e apresentou como
vencedor o consórcio formado por cinco empresas – a anglo-holandesa
Shell, a francesa Total, as chinesas CNPC e CNOOC, além da Petrobrás,
que, juntas, vão explorar por 35 anos a mega reserva de petróleo, com o
Estado detendo cerca 85% de toda a renda produzida pela exploração.
Soma-se aos ganhos do PIB, empregos e renda, o componente social que
será beneficiado como a nova lei de royalties do pré-sal que destinará
75% dos valores obtidos com a exploração para a educação e 25% para a
saúde pública. São estimados cerca de U$3 bilhões somente em 2014 e
cerca de US115 bilhões nos próximos 10 anos que serão direcionados para a
educação.
Estes valores podem parecer pouco para alguns, ou grandes demais para a
capacidade da gente brasileira em dar conta. Mas são somas que se
agregam a de outras áreas que são, descaradamente, sabotadas
internamente por defensores de interesses internacionais e falsos
defensores da “modernidade do Estado brasileiro”, da ideia de um país
globalizado, que entregaria seus tesouros a estrangeiros para que
explorem, com a liberdade que o mercado impõe, nossas riquezas.
Isto é fácil de ser encontrado nas páginas impressas e virtuais da mídia ou em programas de governos de alguns partidos políticos e candidatos a presidência.
Difícil
mesmo é conseguir encontrar leitura isenta sobre a real dimensão do que
representam o pré-sal e a Petrobrás para o país e o futuro do povo
brasileiro.
*Pelo
regime de Partilha, todo o petróleo extraído, pelo menos 41,6% será da
União, mas vence a disputa quem ampliar essa fatia. O consórcio vencedor
terá a Petrobras como sócia, que será operadora obrigatória com no
mínimo 30% de participação, somando mais de 70% dos lucros do petróleo
extraído para o Brasil, no mínimo. Proposta encaminhada por Lula em
2008 e aprovada em 2010 pelo Congresso [Lei nº 12.351/2010].
**De
acordo com regime de concessão, utilizado nas 11 rodadas de licitação
de blocos exploratórios de petróleo realizados pela ANP antes do campo
de Libra, o óleo produzido pertence à empresa que o extrai, durante o
período de concessão, e a União recebe apenas as taxas e royalties
referentes a essa extração. Uma “herança” dos agentes da globalização
brasileira e da “modernização” entreguista de nossa economia, que
retirou da União o monopólio da extração do Petróleo [Lei nº 9.478, de 6
de agosto de 1997].
Com informações do site do XV Congresso Brasileiro de Energia
sábado, 30 de novembro de 2013
Agrotóxicos matam, Orgânicos curam
“O Veneno está na
mesa”, é um
documentário de Sílvio
Tendler, que está rodando
livre na internet.
Patrocinado pela
Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e em Defesa da Vida, que
reúne mais de 50 entidades, além
de um Fórum Permanente contra os impactos dos Agrotóxicos,
envolvendo 16 instituições, entre elas o Ministério Público do
Trabalho. É a primeira vez
na história do Brasil que
as corporações enfrentam uma campanha. Grandes
corporações que produzem
agrotóxicos e alimentos com
aditivos químicos e sintéticos, fertilizantes
e sementes transgênicas
estão entre as maiores do
mundo: Monsanto, Cargill,
Syngenta, Bunge, Bayer, Basf, Dupont, Pfizer, Sanofi, Dow, etc.
Já está mais do que
provado que estes produtos são nocivos à saúde e provocam diversos
tipos de câncer que tem aumentado nas últimas décadas. Mas os
laboratórios e instituições públicas controlados pelas grandes
corporações nunca chegam a resultados conclusivos, de propósito.
Segundo Frei Betto “O
Brasil é o campeão mundial no uso de agrotóxicos no cultivo de
alimentos. Cerca de 20% dos pesticidas fabricados no mundo são
despejados em nosso País. Um bilhão de litros ao ano: 5,2 litros
por brasileiro!”
(Correio
Braziliense, 12/4/2013). Pesquisas científicas comprovam os impactos
dessas substâncias na vida de trabalhadores rurais, consumidores e
demais seres vivos, revelando como desencadeiam doenças como câncer,
disfunções neurológicas e má formação fetal, entre outras. Os
pesticidas alteram o DNA e levam à carcinogênese. O
poder das transnacionais que produzem agrotóxicos (uma dúzia delas
controla 90% do que é ofertado no mundo) permite que o setor garanta
a autorização desses produtos danosos nos países menos
desenvolvidos, mesmo já tendo sido proibidos em seus países de
origem.
O
resultado do monitoramento do último Programa de Análise de
Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (2011/2012) revelou que 36%
das amostras de 2011 e 29% das amostras de 2012 têm irregularidades
na presença de agrotóxicos. Das
213 amostras analisadas, 84% tiveram uso de agrotóxico não
autorizado no Brasil. Entre
as amostras : cenoura,
com 67% de amostras irregulares; pepino, com 44%; alface, com 42%.;
morango
com
59% ; pepino, com 42%. No
Brasil existem 434 ingredientes ativos e 2.400 formulações de
agrotóxicos registrados nos ministérios da Saúde, Agricultura e
Meio Ambiente. Dos 50 mais utilizados nas lavouras 22 são proibidos
na União Europeia. Entre 2006-2011 o volume de fungicidas aumentou
de 56 mil toneladas para 174 mil toneladas, a maior parte para
combater a ferrugem da soja. O volume de inseticidas, no mesmo
período, aumentou de 93,1 para 170,9 mil toneladas e os herbicidas,
consequência dos transgênicos, de 279,2 mil toneladas para 403,6
mil toneladas.
Temos
uma estrutura de vigilância, de fiscalização e de estruturação
de apoio aos setores de saúde quase zero.
Exemplo: 46 técnicos para avaliar agrotóxicos contando ANVISA,
Ministério da Agricultura e IBAMA. Os
agrotóxicos, venenos descobertos e testados na época da II Guerra
Mundial tinham por objetivo principal matar pessoas. No caso dos
organofosforados – produtos do fósforo- testaram os gases Sarin,
Soman e Tabun. Desde a década passada que a ANVISA está fazendo a
reavaliação de 14 princípios ativos dos agrotóxicos. Quatro já
foram banidos, dois estão com indicativos. A pressão aumentou
contra os dirigentes da agência
SINITOX – Sistema Nacional de Informação Toxicológica- de 1999
a 2009 – 62 mil intoxicações por agrotóxicos. (para
cada registro outros 50 não ocorreram. Ou seja, poderiam ser 3,1
milhões de intoxicações).
A
intenção da bancada ruralista e da senadora Kátia Abreu é tirar
da ANVISA o registro dos agrotóxicos, levar para uma comissão do
Ministério da Agricultura. Isso
é um passaporte para a eternidade dos agrotóxicos no país.
Segundo
ex-tecnica
da ANVISA, a estratégia das empresas para combater os estudos dos
órgãos reguladores começa
pela desqualificação dos estudos que apontam riscos dos
agrotóxicos. Logo em seguida, a contratação de pareceristas e
jornalistas, para combater do ponto de vista técnico, questionam
protocolos de estudos, significância e exposição. Depois captura e
desqualificação dos autores e instituições que apontam os riscos.
Terceiro passo: a busca de aliados políticos e a pressão aos órgãos
de governo. Última etapa, a judicialização.
Um
estudo da Embrapa
sobre a retenção dos agrotóxicos nas plantas indica o seguinte:
32% do que foi aplicado fica retido na planta, 19% o vento carrega
para a vizinhança e 49% permanece no solo. Será levado pela chuva,
penetrará no lençol freático, viajará por córregos, rios, até
chegar às estações de tratamento de água. O índice de
potabilidade da água, a percentagem de produtos aceitáveis na água
potável mudou da década de 1990 para 2013. Naquela época era
permitida a presença de 13 tipos de agrotóxicos e 11 produtos de
química inorgânica (metais pesados). Em 2004, aumentou para 22
tipos de agrotóxicos e 13 produtos inorgânicos. A portaria de
potabilidade da água n º 2.914/2011 permite a presença de 27 tipos
de agrotóxicos e 15 produtos químicos inorgânicos.
Antes
de avançar no assunto, um alerta da ONU sobre o uso de componentes
químicos na vida moderna:
“O sistema endócrino regula a liberação de certos hormônios que são essenciais para as funções como crescimento, metabolismo e desenvolvimento. Os desreguladores endócrinos, podem alterar essas funções aumentando o risco de efeitos adversos à saúde; podem entrar no meio ambiente através de descargas industriais e urbanas, escoamento agrícola e da queima e liberação de resíduos. Alguns CDAs (ou EDC em inglês, ou Desreguladores Endócrinos) ocorrem naturalmente, enquanto as variedades sintéticas podem ser encontradas em agrotóxicos, produtos eletrônicos, produtos de higiene pessoal e cosméticos. Eles também podem ser encontrados como aditivos ou contaminantes em alimentos”.
“O sistema endócrino regula a liberação de certos hormônios que são essenciais para as funções como crescimento, metabolismo e desenvolvimento. Os desreguladores endócrinos, podem alterar essas funções aumentando o risco de efeitos adversos à saúde; podem entrar no meio ambiente através de descargas industriais e urbanas, escoamento agrícola e da queima e liberação de resíduos. Alguns CDAs (ou EDC em inglês, ou Desreguladores Endócrinos) ocorrem naturalmente, enquanto as variedades sintéticas podem ser encontradas em agrotóxicos, produtos eletrônicos, produtos de higiene pessoal e cosméticos. Eles também podem ser encontrados como aditivos ou contaminantes em alimentos”.
O
relatório O
Estado da Ciência dos químicos de desregulação endócrina,
produzido em conjunto pelo Programa das Nações Unidas para o Meio
Ambiente (PNUMA)
e pela Organização Mundial da Saúde (OMS),
destaca algumas associações entre a exposição a desreguladores
endócrinos (EDC, na sigla em inglês) e problemas de saúde, como
câncer de mama, de próstata e de tireoide, além de déficit de
atenção e hiperatividade em crianças.; graves problemas que tinham
em comum eram devido ao sistema hormonal alterado (ou endócrino),
devido à exposição crônica a baixos níveis de alguns produtos
químicos sintéticos, chamados
disruptores endócrinos (EDC sua sigla em Inglês). Os
efeitos na saúde humana associados à exposição a EDC incluem:
qualidade do sêmen reduzida, redução da fertilidade; cânceres
hormônio-dependentes em órgãos: mama, próstata, testículos e
tireóide; redução de QI., diabetes e obesidade, esclerose
múltipla, doenças neurológicas ; doenças graves que afetam a
população em geral.
Desde a adoção da estratégia em 1999, a regulamentação da EDC
tem enfrentado uma oposição esmagadora
da indústria química, que parou ou atrasou a aprovação de
qualquer medida eficaz para reduzir a exposição a EDC ao nível da
comunidade, mas não conseguiram evitar que alguns Estados-Membros
(Dinamarca, França) tomassem
medidas para proteger a população.
A
Agência Europeia do Ambiente (EEA) divulgou um relatório em que
afirma que produtos domésticos, cosméticos, farmacêuticos e
alimentares contêm desreguladores endócrinos (EDC) que podem estar
causando um aumento significativo nos casos de diabetes, obesidade,
câncer e infertilidade no mundo.
A maioria dos EDC’s são produtos químicos sintéticos utilizados
por várias indústrias. As classes e alguns exemplos destes
compostos químicos são:
•Solventes
, lubrificantes industriais e subprodutos: bifenil policlorados
(conhecidos como PCBs) e dioxina.
•Plásticos
e plastificantes :bisfenol A (BPA); ftalatos.;
•Pesticidas
(utilizados no extermínio de pragas) :metoxicloro, clorpirifós ,
DDT ;
•Fungicidas
(utilizados no extermínio de fungos):vinclozolin.;
•Herbicidas
(utilizados no extermínio de plantas indesejadas) :atrazina.;
•Antibaterianos
:triclosan.
Alguns
desreguladores endócrinos, tais como o DDT, BPA, ftalatos e PCB ’s
podem mimetizar ou inibir os efeitos dos hormônios sexuais , tanto
femininos como masculinos , afetando a saúde reprodutiva de mulheres
e
homens.
Os que mais causam preocupação aos pesquisadores são: o Bisfenol
A,
encontrado, em sua maioria em plásticos e resinas, os pesticidas
e herbicidas
usados na lavoura, inadvertidamente ingeridos. Tais substâncias
alteram o sistema endócrino, modificando o sistema hormonal do
organismo, gerando prejuízos irreversíveis à saúde da população.
- Não usar recipientes de plástico no microondas
- Reduzir o uso de comida enlatada e preferir alimentos orgânicos
- Só usar mamadeiras livres de bisfenol A (BPA)
- Evite dar para crianças pequenas mordedores ou brinquedos de plástico macio, já que eles têm um potencial de possuírem DE
- Antes de comer peixe de água doce, certifique-se de que não existe nenhuma contaminação através dos órgãos governamentais
- Evite usar pesticidas em casa, no lugar, use iscas e mantenha a casa limpa
Existem relatos de aumento de
infertilidade masculina numa determinada população
banhada pelo rio Tâmisa, na Inglaterra. Descobriu-se que, anos
atrás, a água do rio era contaminada pelos produtos e dejetos de
uma indústria de cosméticos. Em
pesquisa realizada recentemente pela Sociedade Européia de
Reprodução Humana e Embriologia, chegou-se à constatação de que
a infertilidade masculina vem aumentando gradativamente nas últimas
décadas. Aproximadamente 15% dos casais enfrentam dificuldades para
engravidar. No
Brasil, em
média, 16 a 25% dos casais enfrentam dificuldades para engravidar.
A
doença de Morgellon segundo
o
CDC (Centers for Disease Control and Prevention, Canadá e USA),
lista sintomas
tais
como fatiga,
confusão mental, a perda de memória a curto prazo, a dor constante,
mudanças na visão, e deficiência orgânica social, incluindo o
suicídio. De acordo com um artigo do Natural News, publicado
recentemente,
a
doença
de Morgellon
pode ser ligada ao alimento
geneticamente modificado (ou
transgênicos).
Ela
tem capacidade e estrutura para, simplesmente, destruir a
biodiversidade natural e a cadeia alimentar do mundo apenas para seu
próprio lucro. Complicando
esse quadro, a
Monsanto
está
profundamente ligada à industria farmacêutica. A Pharmacia
Corporation foi criada em abril 2000 com a fusão de Pharmacia &
Upjohn com a Monsanto. Poucas pessoas sabem da conexão entre
colheitas de GMO (Organismo Geneticamente Modificado) e mercado de
medicamentos. PATENTES:
em
toda sua história, o escritório de patentes e marcas registradas
dos EUA se recusou a conceder patentes nas sementes, entendendo-as
como forma de vida e com variáveis demais para ser patenteadas. Mas,
em 1980, a corte suprema dos EUA permitiu patentes da semente em uma
decisão apertada (5 a 4 votos), abrindo portas para as
corporações
tomarem o controle da cadeia alimentar em todo o mundo. Desde os anos
80, a Monsanto
tem
sido a líder mundial na modificação
genética das sementes
e ganhou 674 patentes da biotecnologia, mais do que todas as outras
companhias. Os fazendeiros que compram sementes Monsanto têm que
assinar um acordo comprometendo-se a não conservar as sementes
produzidas após cada colheita para o replantio, ou mesmo vendê-las
para outros fazendeiros. Isto significa que os fazendeiros devem
comprar sementes novas a cada ano.
A
China não planta transgênico, pelo menos oficialmente. No mês de
agosto, o secretário Geral da Associação de Soja de Helong-Jiang,
Wang Xiaoyu, lançou um petardo contra os transgênicos. Disse que as
pessoas que comem óleo de soja transgênico são mais vulneráveis a
desenvolver tumores e esterilidade, citando como referência os
índices das províncias de Fujian e Guandong, onde o consumo é alto
e os índices de câncer também.......Mais polêmico ainda é o
artigo da professora de economia da Universidade de Yunnan, Gu
Xiulin, onde diz:
“Os alimentos transgênicos são uma faca mágica capaz de aniquilar o gênero humano e de destruir o meio ambiente... não se deixe enganar”.
“Os alimentos transgênicos são uma faca mágica capaz de aniquilar o gênero humano e de destruir o meio ambiente... não se deixe enganar”.
É
insustentável a afirmação de que a produção de alimentos,
baseada no uso de agrotóxicos, é mais barata.
Segundo
Frei Betto, ao
contrário, os custos sociais e ambientais são incalculáveis.
Somente em tratamentos de saúde há estimativas de que, para
cada real gasto com a aquisição de pesticidas, o poder público
desembolsa R$ 1,28 para os cuidados médicos necessários.
Essa conta todos nós pagamos. O modelo monocultor, baseado em
grandes propriedades e na utilização de agroquímicos, não
resolveu nem resolverá a questão da fome mundial (872 milhões de
desnutridos, segundo a FAO). Esse
sistema se perpetua com a expansão das fronteiras de cultivo, já
que ignora a importância da biodiversidade para o equilíbrio do
solo e do clima, fazendo com que as áreas utilizadas se degradem ao
longo do tempo.
Há que buscar solução na transição
agroecológica, ou seja, na gradual e crescente mudança do sistema
atual para um novo
modelo baseado no cultivo orgânico,
mantendo o equilíbrio do solo e a biodiversidade.
Alimento
orgânico vem da Agricultura
Orgânica
que na Legislação Brasileira de 2007 (estes
produtos são certificados por uma ONG ou instituição credenciada
pelo Ministério da Agricultura)
tem como
objetivos a auto-sustentação da propriedade agrícola no tempo e no
espaço, a maximização dos benefícios sociais para o agricultor, a
minimização da dependência de energias não renováveis na
produção, a oferta de produtos saudáveis e de elevado valor
nutricional, isentos de qualquer tipo de contaminantes que ponham em
risco a saúde do consumidor, do agricultor e do meio ambiente, o
respeito à integridade cultural dos agricultores e a preservação
da saúde ambiental e humana.
Isso
facilita a rotatividade e o consórcio de culturas, o combate natural
às pragas e o resgate das relações entre os seres humanos e a
natureza, valorizando o clima e as espécies locais.
O
alimento
orgânico não
é somente “sem agrotóxicos” como se veicula normalmente. Além
de ser isento de insumos artificiais como os adubos químicos e os
agrotóxicos (e isso resulta na isenção de uma infinidade de
subprodutos como nitratos, metais pesados, etc) ele também deve ser
isento de drogas veterinárias, hormônios e antibióticos e de
organismos geneticamente modificados. Durante o processamento dos
alimentos é proibido o uso das radiações ionizantes (que produzem
substâncias cancerígenas, como o benzeno e formaldeído) e aditivos
químicos sintéticos como corantes, conservantes, aromatizantes,
emulsificantes, entre outros.
A
Medicina
Alternativa
indica estes produtos inclusive como terapia, cura e prevenção de
doenças, pois está provado que os alimentos naturais reduzem
doenças degenerativas e outras; mas são boicotados pela Medicina
Tradicional associada
às
grandes corporações, porque sabem
que os produtos naturais não
podem ser patenteados. A
Medicina
Ortodoxa
pertence a mesma turma da Agricultura
Moderna –
são dominadas pela indústria
das grandes corporações
que dominam também
as instituições
e a mídia,
no jargão
americano a Big
Pharma
e a Big
Medicine.
Estes ignoram a verdade sobre a Medicina Alternativa que possuem uma
eficacia muito maior na cura de doenças
degenerativas como o câncer.
A “industria do câncer”
não permite e boicota os tratamentos alternativos porque não dão
lucro. Enquanto que a industria do câncer
deverá
faturar
US$ 1 trilhão
e cerca de 20% do PIB para
o ano 2020, os
tratamentos alternativos são baratos, porque os produtos que usam
são naturais, não podem ser patenteados e,
por isso não geram lucros.
Os
grandes laboratórios
farmacêuticos
não investem em Medicina Alternativa porque sabem que não haverá
lucro e por isso continuam vendendo seus remédios
caríssimos
que só
tratam dos sintomas e não curam o mal pela raiz. As doenças
se tornam crônicas,
os pacientes viram clientes a longo prazo. Câncer
é uma doença nutricional ou metabólica.
A
causa individual dominante do câncer pode ser a maneira que o solo é
destruído pelo cultivo intenso e uso de fertilizantes químicos,
pesticidas,
herbicidas,etc. juntamente
com o processamento de alimentos e a dieta “ocidental” centrada
na carne, lácteos e no açúcar.
Se o solo está nutricionalmente “doente” (por exemplo,
praticamente sem traços de nutrientes),
as plantas que crescem naquele solo estarão nutricionalmente
“doentes” e as pessoas que comem aquelas plantas estarão
nutricionalmente doentes. O Dr. Max
Gerson
estava advertindo as pessoas sobre o solo há mais de 50 anos! Seu
método
curou centenas
de doentes e
é
usado até
hoje. Seu
livro foi posteriormente publicado por sua filha Charlotte: “Max
Gerson MD, A Cancer Therapy: Results of 50 Cases“.
Ela levou adiante seu trabalho e tendo sido proibida de criar um
centro de tratamento nos EUA, fundou uma clinica em Tijuana,
México, em 1977, onde milhares de pacientes têm sido curados de uma
enorme variedade de enfermidades, incluindo câncer. O
tratamento alternativo do Dr. Gerson é centrado basicamente numa
dieta saudável e concentrada de produtos orgânicos (sem agrotóxicos
e usando nutrientes naturais e ecológicos) e sobretudo vegetariana
(com suplementos vitamínicos etc.).
Mas você não ouve a Big
Pharma ou
a Big
Medicine
fazendo campanha
para conseguir melhorar o solo ou corrigir as falhas da dieta
tradicional.
Pode-se
encontrar na literatura alternativa vários casos de cura de doenças
degenerativas, feitas através de produtos naturais, com comprovação
científica. Vamos citar alguns casos: 1)
Vitamina
B17,
a
qual comprovadamente tem papel preventivo e curativo do câncer.
O
médico que tratou tais pacientes e os curou através da vitamina
B17, o Dr.
Klebs,
acabou por sofrer duras sanções e perseguições por conta da
divulgação de suas descobertas; 2)
As
águas
minerais,
de propriedades medicinais e baixo custo, eram um eficiente e barato
tratamento médico para diversas doenças, que entrou em desuso, a
partir dos anos 50, pela maciça campanha dos laboratórios
farmacêuticos para vender suas fórmulas químicas através dos
médicos; 3)
Unicamp
comprova ação preventiva da jabuticaba
contra 2 tipos de câncer. Compostos da casca da fruta reduzem em até
50% células cancerígenas. Efeito foi constatado contra leucemia e
câncer de próstata, segundo
o pesquisador da Faculdade de Engenharia de Alimentos Mário Roberto
Maróstica Junior. As descobertas da pesquisa
que se estendeu durante cinco anos
ganharam repercussão internacional com as publicações no British
Journal of Nutrition e o canadense Food Reserch Internacional, duas
das revistas científicas mais respeitadas do mundo; 4)
Em 1937 três médicos ganharam Prêmio Nobel pesquisando as funções
de vitaminas
e minerais
– foram desconhecidos pelo establishment desde então – e só
depois de meio século é que começou a se dar importância à esta
área; 5)
O
Dr. Simoncini também descobriu uma terapia alternativa, com o uso
do bicarbonato
de sódio,
que merecia mais pesquisas; 6)
Um
excitante trabalho de pesquisa realizado na Creighton
University School of Medicine,
em Nebrasca, revelou que os suplementos de vitamina
D e cálcio
podem reduzir o risco de câncer; 7)
Outro cientista, Evangelos Michelakis, um pesquisador de câncer na
Universidade de Alberta, descobriu há três anos que uma substância
química comum e não-tóxica conhecida como DCA,
abreviação
de ácido
dicloroacetato,
inibe o crescimento de tumores cancerígenos em ratos.
Enfim,
há
mais de 300 tratamentos alternativos de câncer que usam substâncias
naturais, que não matam células saudáveis. Cada um deles é, de
longe, mais eficaz do que a quimioterapia e/ou a radioterapia. Todos
são ignorados e muitos deles têm sofrido perseguição
e foram boicotados pelo
establishment. A
questão é que estas terapias mereciam no mínimo serem
desenvolvidas mais a fundo com apoio dos governos e/ou sociedade.
Mas aí é que está o problema: elas não são consideradas, porque
são muito baratas, utilizam elementos naturais que não podem ser
patenteados e, portanto não geram superlucros
como os produtos farmacêuticos controlados por grandes laboratórios.
Daniel
Miranda Soares é economista e administrador público aposentado,
ex-professor universitário.
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